O Cruzeiro abriu conversas preliminares para contratar o goleiro John, atualmente no Nottingham Forest, a pedido do técnico Artur Jorge. A urgência no mercado foi acelerada após a grave lesão no joelho de Cássio, mas a negociação esbarra no alto salário recebido na Inglaterra e no plano do atleta de permanecer na Europa em 2026.
O encaixe tático ideal para Artur Jorge
A indicação de John não é obra do acaso. O goleiro trabalhou com o treinador português no Botafogo e se encaixa perfeitamente no modelo de jogo da atual comissão técnica celeste.
Naquela passagem, John atuou quase como um líbero. Ele tem facilidade para sair da grande área, participar da construção inicial das jogadas e permitir que a linha defensiva jogue mais adiantada. Com 1,97 m de altura, o arqueiro alia forte presença física com uma saída de bola limpa, qualidade rara no mercado sul-americano.
Os valores astronômicos da operação
O grande entrave para a SAF cruzeirense é o custo real da transação. John tem contrato longo com o Nottingham Forest (até junho de 2028) e foi comprado pelo clube inglês recentemente, na janela de agosto de 2025, por cerca de € 10 milhões.
O cenário financeiro atual torna o negócio extremamente complexo:

- Valor de Mercado: O passe do jogador oscila entre € 7 milhões e € 8,5 milhões, pelo que apurou o Moon BH em sites internacionais.
- Salário Europeu: Segundo a base de dados financeiros consultados pelo Moon BH no Capology, os vencimentos do atleta giram em torno de £ 2,08 milhões anuais.
O Cruzeiro não tenta resgatar um jogador escanteado em fim de contrato, mas sim um ativo recém-adquirido por um clube da bilionária Premier League.
Lesão e os três obstáculos para julho
Além da questão monetária, a condição clínica do atleta impõe um freio tático na negociação. John passou por uma cirurgia no joelho esquerdo em janeiro deste ano e a projeção de retorno aos gramados europeus é apenas para o início de junho, espremendo o calendário para uma eventual transferência.
Para que a operação se concretize na próxima janela de transferências, a diretoria celeste precisará destravar três barreiras de forma simultânea:
- Convencer o goleiro a abrir mão do status e da estabilidade financeira na Europa.
- Dobrar a resistência do Forest em liberar um atleta comprado há menos de um ano.
- Adequar a operação à realidade do teto salarial de Belo Horizonte.
Até o meio do ano, Matheus Cunha segue como o titular absoluto da meta, enquanto a diretoria monitora o mercado ciente de que o alvo dos sonhos é uma operação de altíssima dificuldade e risco.
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