Não foi um amor à primeira vista. Foi um processo. Sinisterra chegou ao Cruzeiro em meados de 2025 como empréstimo do Bournemouth, uma aposta com prazo de validade. O que aconteceu depois transformou o contrato temporário numa compra definitiva por cerca de 3 milhões de euros.
Contudo, a oficialização encerra um capítulo que começou com dúvida e termina com convicção. O clube decidiu que o colombiano não é solução de curto prazo. É parte do projeto.
De emprestado a contratado
Quando Sinisterra desembarcou no Brasil, o contexto era de adaptação. Jogador vindo da Premier League, de um campeonato com outra intensidade física e outro ritmo, para o futebol brasileiro. Esse tipo de transição costuma demorar — e nem sempre termina bem.
No caso dele, demorou menos do que o esperado.
Dessa forma, o colombiano foi se encaixando no esquema, ganhando confiança dentro de campo e, consequentemente, na cabeça da diretoria. Sendo assim, a cada mês, a hipótese da compra deixou de ser especulação e virou planejamento real.
O Cruzeiro acompanha esse perfil de contratação há algum tempo: jogador testado em campo antes de qualquer compromisso financeiro maior. Com Sinisterra, o modelo funcionou.
O que ele entrega
Sinisterra é um jogador que desequilibra. Velocidade em espaço aberto, capacidade de conduzir sob pressão e leitura para aparecer nos momentos certos. Não é um ponta que fica esperando a bola, ele busca o jogo.
Esse perfil tem valor real no futebol brasileiro, onde poucos times conseguem contratar peças com currículo de Premier League. O Cruzeiro conseguiu, primeiro no empréstimo, agora na compra.
Além disso, para a comissão técnica, ter Sinisterra como contratado em definitivo muda a forma de trabalhar. Não há mais incerteza sobre continuidade. O planejamento pode ser feito com ele dentro, sem a sombra de uma devolução ao Bournemouth no horizonte.
O sinal que a compra manda

Cerca de 3 milhões de euros num único jogador não é operação trivial para o futebol brasileiro. É um número que coloca o Cruzeiro num grupo restrito de clubes dispostos — e financeiramente capazes — de fazer esse tipo de movimento.
Por fim, a contratação em definitivo também tem uma leitura competitiva clara. O clube não está montando elenco para sobreviver. Está montando para brigar.
Além disso, Sinisterra, agora com contrato definitivo, é um dos símbolos dessa postura. Portanto, a trajetória de quem chegou emprestado, virou titular, e por fim, a diretoria decidiu que abrir mão dele não fazia sentido. Às vezes, a melhor contratação é não deixar ir embora quem já chegou.


