O bom filho à casa torna, e desta vez, com um contrato que é uma verdadeira aula de mercado da diretoria celeste. O Cruzeiro acertou nesta quinta-feira (19) o retorno do atacante Bruno Rodrigues, que chega por empréstimo do Palmeiras. O jogador, que foi o grande protagonista da Raposa antes de ser vendido, volta à Toca para recuperar seu futebol. E o melhor de tudo para o torcedor: o Cruzeiro não vai arcar com a operação sozinho.
O “Desenho” Financeiro: Vitória Celeste
Nos bastidores, o acordo costurado pela diretoria do Cruzeiro é visto como um golaço financeiro. Veja como ficou a divisão:
- Salários: O Cruzeiro vai pagar entre 70% e 80% dos vencimentos do atleta. O Palmeiras continuará bancando o restante.
- Opção de Compra: O contrato fixou o passe do atacante em US$ 5 milhões (cerca de R$ 26,1 milhões) ao final do vínculo.
O valor da opção de compra é praticamente o mesmo que o Palmeiras pagou para tirá-lo de BH no fim de 2023. Ou seja, se Bruno Rodrigues “voar” novamente, o Cruzeiro tem a faca e o queijo na mão para comprá-lo por um preço justo, sem leilão.
Por que o Palmeiras Liberou?

A passagem de Bruno pelo time paulista foi um pesadelo. Ele sofreu duas lesões graves, quase não teve sequência e viu a concorrência no ataque alviverde engolir seus minutos em campo. Para piorar, o clima azedou de vez nos bastidores após o jogador disputar um torneio amador nas férias, o que irritou profundamente a comissão técnica de Abel Ferreira.
Com a folha salarial inchada, o Palmeiras viu no Cruzeiro a “saída limpa” perfeita para tentar recuperar o futebol e o valor de mercado do atleta.
A Aposta Perfeita para o Cruzeiro
Para o Cruzeiro, o risco é baixíssimo. O clube já conhece o “produto”. Bruno Rodrigues foi o motor do time em sua primeira passagem, conhece o ambiente da Toca da Raposa e tem a simpatia da torcida. É a injeção de velocidade e habilidade que o time precisa para espantar a má fase deste início de 2026, com o bônus de ter um período de “teste” antes de decidir abrir o cofre de verdade.
O Cruzeiro deu uma cartada de mestre. Trazer um jogador do nível de Bruno Rodrigues, dividindo o salário com o clube de origem, é o cenário dos sonhos.