O Cruzeiro foi ambicioso e mirou a Premier League para resolver seus problemas defensivos, mas levou um balde de água fria. A diretoria celeste consultou a situação de Igor Júlio, zagueiro brasileiro do Brighton, e esbarrou em dois obstáculos gigantes: o preço de € 7 milhões (R$ 43,5 milhões) e a vontade do atleta de permanecer na Europa.
A busca por um defensor virou pauta urgente na Toca da Raposa após a lesão confirmada de Jonathan Jesus, mas o “sonho inglês” parece distante para esta janela.
O Vazamento no Instagram
A negociação, que corria em sigilo, foi confirmada pelo próprio jogador. Em resposta a um torcedor nas redes sociais (print confirmado pelo Central da Toca), Igor Júlio admitiu: “Tive algumas conversas com o clube… vamos ver”. Porém, a realidade é dura: a consulta aconteceu, mas não avançou. O zagueiro indicou que seu foco é terminar a temporada europeia e que um retorno ao Brasil só seria cogitado na janela do meio do ano.
Brighton Diz ao Cruzeiro: “Só Venda e à Vista”
Se convencer o jogador é difícil, convencer o clube inglês é caro.

- Nada de Empréstimo: O Brighton avisou que não empresta. Quer vender em definitivo.
- O Preço: A pedida gira em torno de € 7 milhões (R$ 43,5 milhões).
- O Contrato: Igor tem vínculo até 2027 e é canhoto (artigo de luxo no mercado), o que protege os ingleses de qualquer pressão.
A Urgência na Zaga
O Cruzeiro não procurou Igor Júlio por acaso. O departamento médico encheu. Com a lesão ligamentar de Jonathan Jesus (tratamento conservador) e outros problemas físicos no setor, o elenco ficou curto. A diretoria precisa de uma solução “para ontem”, mas o alvo escolhido prefere esperar até julho.
Igor Júlio é o alvo dos sonhos: zagueiro de Premier League, mineiro e com qualidade de sobra. Mas a negociação esbarra no maior inimigo das janelas brasileiras: o timing.
O Cruzeiro tem urgência de pronto-socorro (precisa de zagueiro agora), enquanto o negócio com o Brighton exige paciência de investidor (compra cara e definitiva). Insistir em Igor Júlio agora é gastar energia em uma porta fechada. A estratégia inteligente seria buscar uma solução viável para o Mineiro agora e deixar o “cheque gordo” de R$ 43 milhões preparado para tentar convencer o zagueiro no meio do ano, quando ele estará mais aberto a ouvir propostas de retorno.