HomeEsportesCruzeiroCruzeiro mira Cuiabano, mas Nottingham pede R$ 63 milhões; veja as condições

Cruzeiro mira Cuiabano, mas Nottingham pede R$ 63 milhões; veja as condições

O Cruzeiro colocou o lateral-esquerdo Cuiabano, do Nottingham Forest (Inglaterra), em seu radar para esta reta final de janela. No entanto, a operação é tratada como difícil e condicional. O clube inglês sinalizou que só aceita abrir conversas por uma venda definitiva na casa dos € 10 milhões (entre R$ 62 e R$ 63 milhões), valor considerado alto para uma posição que, hoje, não é carente na Toca da Raposa.

A Regra é Clara ao Cruzeiro: Só compra se vender

A diretoria celeste adotou uma postura pragmática: o elenco de 2026 está fechado, a menos que alguém saia. Para avançar por Cuiabano, o Cruzeiro precisa necessariamente negociar um ativo do elenco atual para abrir espaço na folha e gerar o caixa necessário para o investimento.

Os “gatilhos” para essa movimentação estão na própria lateral-esquerda. Os jovens Kaiki e Kauã Prates são alvos do mercado europeu. Se uma proposta irrecusável chegar por um deles nos próximos dias, Cuiabano vira a reposição imediata e de luxo. Outro nome que pode liberar orçamento é o volante Walace, que negocia saída.

Ingleses fazem jogo duro

Tirar Cuiabano da Premier League não será tarefa simples. O Nottingham Forest comprou o ex-botafoguense em 2025 e tem contrato com ele até junho de 2029. Sem pressa para vender, os ingleses descartaram a possibilidade de empréstimo, modelo favorito dos clubes brasileiros.

Foto: Divulgação

Para o Cruzeiro, isso significa que não há espaço para “jeitinho”. Ou o clube mineiro chega com o dinheiro da compra definitiva — financiado por uma venda interna — ou o negócio não sai.

Análise Moon BH: A Reposição de Elite

O interesse em Cuiabano mostra que o Cruzeiro não quer baixar o nível caso perca seus jovens talentos. Trocar uma promessa como Kaiki ou Kauã (se forem vendidos por fortunas) por um jogador de 22 anos, com rodagem de Premier League e força física comprovada, seria uma manobra de mercado inteligente.

O risco é o preço. Pagar R$ 63 milhões em um lateral só faz sentido se ele chegar para ser titular absoluto e resolver o setor por cinco anos. Sem a venda de um dos garotos para bancar essa conta, Cuiabano é um sonho de consumo caro demais para compor elenco. O Cruzeiro monitora o inglês, mas torce para que o telefone toque primeiro com uma oferta de saída.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.