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Cruzeiro: Kaio Jorge, Matheus Pereira e Gerson tem obrigação de título para Pedrinho?

Esqueça o Cruzeiro que “briga para não cair” ou que busca “oportunidades de mercado”. O ano de 2026 marca o início oficial de uma nova era na Toca da Raposa. Sob o comando de Pedro Lourenço (Pedrinho BH), a SAF ultrapassou a barreira simbólica de R$ 500 milhões investidos em reforços. Não é mais reconstrução; é imposição.

Para materializar essa ambição, o clube montou um “Trio de Ouro” blindado contratualmente e financeiramente. Matheus Pereira, Kaio Jorge e Gerson não são apenas titulares; são os pilares de um projeto que exige a Libertadores como meta mínima e títulos como obsessão.

1. Matheus Pereira: O Maestro Blindado (2028)

A renovação até o fim de 2028 foi o primeiro recado ao mercado. Matheus não é passageiro; é o dono do time.

  • A Função: Ele é o cérebro. Em um time de Tite que preza pela posse, Matheus é quem decide se a bola corre ou se o jogo acalma.
  • O Impacto: Com 7 gols e 9 assistências na última temporada, ele é a resposta para furar retrancas. Sem ele, o Cruzeiro é um time de volume; com ele, vira um time de criação.

2. Kaio Jorge: O “Não” de € 30 Milhões (2030)

Talvez o maior sinal de força do Cruzeiro não tenha sido uma compra, mas uma recusa. O clube disse “não” a ofertas que rondavam € 30 milhões pelo atacante e renovou seu vínculo até 2030.

foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
  • A Função: Kaio Jorge não é apenas o finalizador. Ele oferece a profundidade que empurra a zaga adversária para trás, abrindo espaço para Matheus e Gerson flutuarem.
  • O Impacto: Artilheiro do time no Brasileiro e Copa do Brasil de 2025, ele começa 2026 com a responsabilidade de transformar o volume de jogo em gols — algo que faltou, por exemplo, na derrota para o Democrata-GV.

3. Gerson: O Recordista de R$ 170 Milhões

A chegada do “Coringa” por 27 milhões de euros (maior compra da história do futebol brasileiro) mudou o patamar do meio-campo.

  • A Função: Gerson é o motor. Ele une a força física para recuperar a bola com a técnica de camisa 10 para iniciar a jogada.
  • O Impacto: Ele tira a sobrecarga de Matheus Pereira. Com Gerson carregando a bola e quebrando linhas, o camisa 10 recebe mais livre perto da área. Além disso, Gerson traz a mentalidade de “jogo grande” que a Libertadores exige.

O Desafio de Tite: Transformar Dinheiro em Gol

O diagnóstico do início de 2026 é claro: o Cruzeiro cria muito, mas mata pouco. Contra o Democrata-GV, foram 45 cruzamentos e 19 escanteios para zero gols. O papel do “Trio de Ouro” é refinar esse volume.

  1. Gerson melhora a transição.
  2. Matheus melhora o último passe.
  3. Kaio melhora a definição. A conta tem que fechar. Tite tem em mãos o elenco mais caro da história do clube e a pressão será proporcional ao cheque assinado por Pedrinho.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.