HomeEsportesCruzeiroCruzeiro faz 'loucura' salarial para impedir Matheus Pereira no Palmeiras e Flamengo

Cruzeiro faz ‘loucura’ salarial para impedir Matheus Pereira no Palmeiras e Flamengo

O Cruzeiro decidiu que não vai ser coadjuvante no mercado da bola, nem que para isso precise comprometer uma fatia gigantesca do seu orçamento. Nesta quarta-feira (21), o clube oficializou a renovação de contrato do meia Matheus Pereira até o fim de 2028. Mas o que chama a atenção não é a assinatura no papel, e sim os números assustadores que envolveram a operação.

Para evitar que o camisa 10 assinasse um pré-contrato e saísse de graça no meio do ano, a Raposa elevou o “pacote” do atleta para cerca de R$ 3,5 milhões por mês (somando salários, direitos de imagem e luvas diluídas).

Esse valor coloca Matheus Pereira numa prateleira onde poucos habitam no futebol brasileiro — rivalizando com os ganhos de estrelas internacionais como Memphis Depay ou figuras históricas como Neymar (em seus tempos de Brasil). A mensagem de Pedrinho e da diretoria é clara e custosa: o Cruzeiro prefere pagar uma fortuna para manter seu craque do que ver ele vestindo a camisa de um rival direto.

O “Fantasma” que Custou Caro ao Cruzeiro

Por que o Cruzeiro aceitou pagar tanto? O medo tinha nome e sobrenome: Pré-Contrato. O vínculo anterior terminava em junho de 2026. A partir de janeiro, Matheus Pereira estava livre para assinar com qualquer clube e sair sem render um centavo aos cofres celestes em julho.

  • A Pressão: Palmeiras e Flamengo rondavam a Toca da Raposa como tubarões. O Verdão já havia sinalizado interesse e o Rubro-Negro monitorava a chance de mercado.
  • O Fator Tite: O treinador cruzeirense entrou em cena, ligou para o jogador nas férias e exigiu sua permanência como pilar do projeto. Sem Matheus, não haveria time competitivo para a Libertadores.

Palmeiras e Flamengo: O “Quase”

Foto: Divulgação/ Cruzeiro

A renovação foi um balde de água fria no eixo Rio-SP.

O Risco da “Matheus-Dependência”

Ao transformar Matheus Pereira no “dono do time” com um salário de R$ 3,5 milhões, o Cruzeiro faz um movimento de alto risco. O clube protege seu maior ativo técnico e comercial, mas cria uma pressão absurda. Quando a bola rolar, a torcida não vai cobrar apenas boas atuações; vai cobrar que ele decida todos os jogos.

Se o time oscilar, o custo mensal do camisa 10 será o primeiro argumento usado nas críticas sobre “dinheiro mal gasto”. O Cruzeiro comprou estabilidade, mas pagou o preço de uma Ferrari para andar nas estradas esburacadas do calendário brasileiro.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.