O Cruzeiro viveu uma quarta-feira (7) decisiva para a maior contratação do ano. Representantes do meia Gerson, incluindo o empresário André Cury, estiveram no CT do Cruzeiro para alinhar os detalhes finais da operação que deve trazer o “Coringa” de volta ao Brasil.
A Toca da Raposa trabalha com um pacote financeiro robusto, que pode atingir a casa dos € 27 milhões (entre R$ 171 milhões e R$ 177 milhões), dependendo de bônus e variações cambiais. O Zenit, da Rússia, sinalizou positivamente para o avanço das tratativas, mas uma mudança de última hora alterou o desenho da proposta: o técnico Tite vetou a inclusão do jovem zagueiro Jonathan Jesus como moeda de troca.
A presença dos agentes na Toca indica que o acerto com o estafe do jogador está muito bem encaminhado. O desafio agora é fechar a engenharia financeira com os russos. Inicialmente, a ideia celeste era envolver Jonathan Jesus (avaliado em cerca de € 15 milhões) para abater o valor, pagando apenas a diferença.
Com o veto do treinador, o Cruzeiro parte para o “Plano B”: uma oferta baseada majoritariamente em dinheiro, parcelada e recheada de metas de performance para atingir o valor exigido pelo Zenit.
Tite Banca Jonathan Jesus no Cruzeiro: “Potencial de Seleção”

A reviravolta envolvendo o zagueiro tem nome e sobrenome: Adenor Leonardo Bachi. Tite, que assumiu o comando técnico do Cruzeiro visando a temporada 2026, avaliou o elenco nos primeiros dias de trabalho e se impressionou com Jonathan Jesus.
O treinador descartou liberar o defensor, enxergando nele um potencial de crescimento técnico enorme e características que se encaixam no seu modelo de jogo.
Para Tite, perder um zagueiro promissor para trazer um meia, mesmo que seja Gerson, desequilibraria o planejamento defensivo. Essa postura firme do comandante forçou a diretoria a retirar o nome de Jonathan da mesa de negociação, obrigando o clube a abrir mais o cofre para convencer os russos apenas com recursos financeiros.
Zenit quer Recuperar o Investimento
O Zenit não pretende facilitar a saída de Gerson por qualquer valor. O clube russo pagou cerca de € 25 milhões ao Flamengo em julho de 2025 para levar o jogador. Para liberar o atleta seis meses depois, o Zenit exige recuperar o investimento integralmente, chegando a pedir € 40 milhões em conversas iniciais.
No entanto, a vontade do jogador e a necessidade de fluxo de caixa podem flexibilizar essa pedida para a faixa dos € 27 milhões (R$ 171 milhões) proposta pelo Cruzeiro. O clube mineiro aposta em um modelo com pagamentos diluídos e bônus atingíveis para chegar ao “número mágico” sem comprometer o orçamento de uma só vez.
O Fator Copa 2026: Gerson quer Visibilidade

Além do dinheiro, o Cruzeiro tem um trunfo na manga: o desejo de Gerson. O meia entende que jogar na Rússia, com o futebol local ainda isolado de grandes competições continentais, atrapalha seu sonho de disputar a Copa do Mundo de 2026.
O retorno ao Brasil é tratado como prioridade pelo jogador para se recolocar na vitrine da Seleção Brasileira. Estar sob o comando de Tite (que o conhece bem) e disputar a Libertadores pelo Cruzeiro é o cenário ideal para o “Coringa” recuperar seu status de convocável. Essa vontade do atleta é a chave para pressionar o Zenit a aceitar o parcelamento proposto pela Raposa.