HomeEsportesCruzeiroPedrinho BH no Cruzeiro vai economizar milhões com saída de Gabigol

Pedrinho BH no Cruzeiro vai economizar milhões com saída de Gabigol

A confirmação do empréstimo de Gabigol ao Santos trouxe uma nova realidade para o departamento financeiro do Cruzeiro. Mais do que a movimentação esportiva, a saída do camisa 9 representa uma engenharia complexa na folha de pagamentos da Raposa para 2026.

Embora o clube mineiro continue arcando com custos contratuais, a economia gerada pela divisão de salários com o Peixe abre uma margem de manobra significativa no orçamento. As projeções indicam que o Cruzeiro deixará de gastar entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões ao longo do ano, um valor que, embora não pague um “supercraque” sozinho por 12 meses, devolve fôlego para a diretoria buscar reforços pontuais.

O acordo prevê que Cruzeiro e Santos dividam os vencimentos mensais do atacante, que superam a casa dos R$ 2,5 milhões. No entanto, a economia não é integral: a Raposa segue responsável pelo pagamento de luvas (bônus de assinatura diluídos no tempo) e encargos atrelados ao contrato original. Mesmo assim, retirar metade de um salário desse porte da folha mensal é visto internamente como uma vitória administrativa, dado o baixo retorno técnico que o jogador vinha entregando.

A Matemática da Economia no Cruzeiro: Onde estão os R$ 15 milhões?

Para entender o impacto real, é preciso dissecar os números que circulam nos bastidores. O R7 Esportes (Blog do Nicola) aponta cenários baseados na estrutura salarial do atleta:

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
  • Cenário Bruto: Se a divisão for 50/50 sobre o salário em carteira, a economia mensal gira em torno de R$ 1,25 milhão. Em 12 meses, isso totalizaria R$ 15 milhões.
  • Cenário Líquido (Real): Como o Cruzeiro ainda paga as luvas (estimadas em cerca de R$ 400 mil mensais em alguns levantamentos), a economia real cai para algo próximo de R$ 850 mil a R$ 1 milhão por mês.
  • Total Anual: Isso coloca a economia efetiva na faixa de R$ 10,2 milhões a R$ 12 milhões no ano. Essa “gordura” queimada permite ao clube acomodar novos contratos sem estourar o teto de gastos estipulado pela SAF.

Poder de Compra: O que essa economia paga no Brasileirão?

R$ 15 milhões (no cenário mais otimista) parecem muito, mas no inflacionado mercado brasileiro de 2026, o que isso compra? Comparando com os maiores salários do país listados pelo R7 Esportes, a economia gerada pela saída de Gabigol pagaria:

  • 5 meses de Memphis Depay: O holandês tem vencimentos na casa de R$ 2,9 milhões/mês.
  • 7,5 meses de Hulk ou Everton Ribeiro: Ambos na faixa de R$ 2,0 milhões/mês.
  • 9 meses de Yuri Alberto ou Alex Telles: Que recebem cerca de R$ 1,7 milhão/mês. Ou seja, o Cruzeiro não consegue bancar um “Hulk inteiro” apenas com a saída de Gabigol, mas consegue pagar um titular de alto nível (faixa de R$ 800 mil a R$ 1 milhão/mês) durante toda a temporada, com sobras.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.