Se o Corinthians saia de um modo tenso pelos resultados no Brasileirão, a vitória de ontem a noite por 2 a 0 na Libertadores ajuda a mudar todo o cenário já nesta quinta-feira, 16, após um resultado considerado satisfatório contra o Independiente Santa Fé. Fernando Diniz conseguiu o que o time mis precisa: paz.
Com a vitória, o Timão chegou aos seis pontos, manteve 100% de aproveitamento e se isolou de forma tão absoluta na liderança do Grupo E que nem mesmo o duelo entre Peñarol e Platense ameaça o seu topo nesta rodada.
A Libertadores, que costuma ser foco de tensão, virou a plataforma de segurança do clube. E o motivo tem nome e sobrenome na beira do gramado.
O “Efeito Fernando Diniz” e a zaga intransponível
Até poucos dias atrás, o Corinthians parecia um time em eterna reconstrução emocional e tática. Hoje, embora ainda não esteja pronto, os sinais de identidade são claros.
Diniz tomou uma decisão ousada: repetiu a escalação pela terceira partida consecutiva. Ele priorizou a continuidade, a confiança e a coragem dos atletas para acelerar a formação de um “time-base” sólido. O resultado prático choca quem acompanha o histórico ofensivo do treinador:
- 3 jogos sob o comando de Diniz.
- 2 vitórias e 1 empate.
- Zero gols sofridos.
O time confirmou uma característica vital para a Libertadores: mesmo quando não brilha intensamente, tornou-se uma equipe dificílima de ser batida.
Veja o gol de Raniele:
O herói improvável: Gustavo Henrique
Dentro de campo, a vitória passou longe dos atacantes badalados e caiu nos pés de Gustavo Henrique. O zagueiro foi o dono do jogo, anotando uma assistência perfeita para o gol de Raniele e marcando o segundo para fechar o caixão colombiano.
Rodrigo Garro também voltou a participar ativamente da construção, ditando o ritmo de um time que encontrou na bola parada a sua arma mais letal no continente.
Veja o gol de Gustavo Henrique:
O preço da paz: O choque de realidade no Brasileirão
A vitória comprou tempo, mas não apagou os problemas crônicos. O rendimento ofensivo com a bola rolando ainda precisa evoluir, e a ausência do holandês Memphis continua sendo um ponto de interrogação no elenco.
O verdadeiro benefício dos 100% na Libertadores é permitir que o Corinthians olhe para o Brasileirão sem carregar duas crises ao mesmo tempo. A competição nacional é, de longe, a parte mais sensível da temporada do clube, que precisa pontuar urgentemente para se afastar da zona de rebaixamento.