O Flamengo sondou Matheus Bidu em março, durante o confronto entre as equipes pelo Brasileirão. A resposta do Corinthians foi imediata: o executivo de futebol Marcelo Paz deixou claro que o clube não pretende negociar titulares antes da janela especial da Copa do Mundo. Segundo apuração do jornalista Jorge Nicola, dirigentes do próprio Corinthians chegaram a negar que houve sequer contato formal da parte rubro-negra.
O cenário, portanto, ficou mais no campo do rumor do que da negociação real. O que existe de concreto é a valorização do jogador — e a postura firme do clube em não facilitar uma transferência para rival brasileiro.
Por que o Corinthians não negocia Bidu com rivais nacionais
A resistência tem duas camadas. A primeira é esportiva:Bidu está em sua melhor fase no clube, virou titular absoluto e foi descrito por Dorival Júnior, em fevereiro, como um jogador com chances reais de Seleção, e com 26 anos, contrato até dezembro de 2027 e em crescimento constante, é exatamente o perfil que o Corinthians quer manter — e não entregar a um concorrente direto.
A segunda camada é financeira, e ela explica ainda mais a resistência, e o Corinthians detém apenas 20% dos direitos econômicos de Bidu. Os outros 80% pertencem ao Guarani e a um parceiro financeiro. Se o clube vendesse o lateral para um rival nacional, o retorno seria modesto — o que torna a operação praticamente inviável no curto prazo.

O Transfermarkt avalia Bidu em 6 milhões de euros, cerca de R$ 35,3 milhões. Para ter acesso a apenas 20% disso — em torno de R$ 7 milhões — o Corinthians abriria mão de um dos melhores jogadores do elenco. O negócio só faz sentido se a proposta for consideravelmente acima do valor de mercado.
O momento de Bidu e o que os números mostram
Em 2026, Bidu soma 16 partidas, um gol e duas assistências, além de liderar os laterais da Série A em interceptações num recorte do início do campeonato. Ele cresceu na leitura defensiva sem abrir mão da projeção ofensiva — um equilíbrio que o técnico Fernando Diniz valoriza.
A atuação contra o Santa Fe, pela Libertadores, foi descrita como segura e sem erros. No sistema atual do Corinthians, Bidu funciona bem quando o time consegue deixá-lo ativo no campo adversário, com proteção coletiva para cobrir as costas.
Esse crescimento explica por que o Flamengo foi atrás — e também por que o Corinthians fechou a porta rapidamente. No desenho atual, Bidu está muito mais perto de fazer história no Timão do que de deixá-lo.
O próximo jogo do Corinthians é neste sábado, 18 de abril, às 20h, contra o Vitória, no Barradão, pelo Brasileirão, com transmissão de SporTV e Premiere.