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Racing recusa R$ 13 milhões do Corinthians por Solari e exige ‘caminhão de dinheiro’

O Corinthians foi ao mercado argentino decidido a contratar o atacante Santiago Solari, do Racing, mas encontrou uma barreira financeira. A diretoria alvinegra formalizou uma proposta de US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 13 milhões) para ter o jogador, mas ouviu um “não” imediato de Avellaneda.

O clube argentino decidiu fazer jogo duro. Embora Solari não seja inegociável, o Racing quer valorizar seu ativo e subiu o sarrafo: só aceita liberar o ponta de 28 anos por US$ 4 milhões (aproximadamente R$ 21 milhões).

O Impasse: A Diferença de R$ 8 Milhões

O Corinthians tentou ser criativo. A oferta enviada foi no modelo de empréstimo com obrigação de compra de 80% dos direitos econômicos.

  • A Lógica do Timão: Evitar desembolso imediato e jogar o pagamento para o futuro, protegendo o fluxo de caixa de 2026.
  • A Resposta do Racing: Considerou o valor baixo. Os argentinos querem vender pelo “preço cheio” e esticaram a corda, criando uma diferença de quase R$ 8 milhões entre o que o Corinthians quer pagar e o que eles querem receber.

Quem é o Alvo?

Santiago Solari entrou no radar por ser um ponta agudo, que atua pela direita.

  • Temporada 2025: Fez 42 jogos, marcou 8 gols e deu 5 assistências.
  • Momento Atual: Começou 2026 mais discreto (ainda sem gols e com poucos minutos), o que fez o Corinthians ver uma oportunidade de negócio. Apesar da oscilação recente, ele tem experiência em jogos grandes e contrato até o fim de 2027.

A Estratégia do Corinthians (e o Risco da MLS)

O Timão não quer fazer loucuras. Com a projeção de arrecadar R$ 151 milhões em vendas e bater metas de patrocínio, o clube tem dinheiro, mas precisa gastar com inteligência. A ideia do “empréstimo com obrigação” é a única via para não comprometer o orçamento agora. O problema é o tempo e a concorrência. A janela fecha em 3 de março e clubes da MLS também sondam o jogador. Se o Corinthians não fechar o “gap” financeiro (talvez usando bônus por metas), corre o risco de perder o atleta para os dólares americanos ou ver a negociação virar novela.

O Corinthians está certo no modelo (pagar lá na frente), mas perigoso no timing. A diferença de valores é considerável para um jogador de 28 anos que não é um craque incontestável, mas sim uma peça tática importante.

O Racing sabe que o Timão precisa de reforços e vai testar o limite até o fim. O Corinthians tem duas saídas: subir a oferta colocando metas difíceis (ex: pagar o bônus só se ele for titular e campeão) para agradar os argentinos, ou pular fora do barco agora. Ficar “namorando” Solari por duas semanas enquanto a janela fecha é a receita para ficar sem o jogador e sem tempo para buscar o Plano B.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.