O Corinthians colocou um cadeado de ouro em sua maior joia. Após a atuação de gala de Breno Bidon na conquista da Supercopa Rei contra o Flamengo, o clube deixou claro ao mercado: o meio-campista não está à venda nesta janela.
O executivo de futebol Marcelo Paz admitiu sondagens, mas cravou a permanência imediata do garoto, indicando que a estratégia é valorizá-lo esportivamente no primeiro semestre para buscar um negócio histórico na janela europeia de verão (meio do ano). “Vamos curtir o Bidon o máximo possível”, resumiu o dirigente.
A Blindagem de € 100 Milhões
Para afastar interessados que buscam “barganhas”, o Corinthians se protegeu contratualmente. O vínculo de Bidon vai até dezembro de 2029 e possui multas rescisórias proibitivas:
- Para o exterior: € 100 milhões (cerca de R$ 630 milhões).
- Para o Brasil: R$ 370 milhões.
Esses valores funcionam como um “piso psicológico”. O clube sabe que dificilmente alguém pagará a multa integral, mas o número alto dá ao Corinthians o poder de veto e obriga qualquer comprador a sentar na mesa com propostas robustas.
O “Efeito Ancelotti” e a Vitrine
A Supercopa foi o palco perfeito. Bidon não apenas jogou bem, como foi o motor do time diante de um rival poderoso e sob os olhares de Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, presente nos camarotes do Mané Garrincha.

O próprio jogador admitiu o sonho de chegar à Seleção principal, e essa ambição, somada à performance em jogo decisivo, acelera sua valorização. O Corinthians entende que vender agora seria desperdiçar o potencial de crescimento que ele terá jogando a Libertadores e o Brasileirão como titular absoluto.
Dívida x Timing
O Corinthians não esconde que precisa vender para abater sua dívida bilionária (estimada em R$ 2,8 bilhões). No entanto, o prêmio de R$ 11,6 milhões da Supercopa deu um pequeno fôlego imediato ao caixa.
A lógica da diretoria é pragmática: segurar Bidon agora não é luxo, é investimento. Acredita-se que, no meio do ano — quando os gigantes europeus montam seus elencos para a nova temporada —, a concorrência pelo jogador será maior, permitindo um leilão que supere as sondagens atuais.