O Corinthians viu desembarcar o atacante Kaio César em São Paulo na tarde desta segunda-feira (26). O jogador de 21 anos, que pertence ao Al-Hilal, passará por exames médicos e deve assinar contrato de empréstimo válido até o fim da temporada de 2026, atendendo a um pedido expresso do técnico Dorival Júnior por mais velocidade nas pontas.
O Pacote: Empréstimo e Compra de R$ 38 milhões
A operação foi fechada nos moldes de um empréstimo de uma temporada. O Corinthians assumirá integralmente os salários do atleta. No entanto, há uma divergência sobre os custos imediatos: fontes ligadas à negociação citam uma taxa de empréstimo de € 500 mil (R$ 3,1 milhões), enquanto o clube nega o pagamento e afirma arcar apenas com os vencimentos mensais.
O que está definido é o valor para o futuro. Se Kaio César corresponder em campo, o Timão terá uma opção de compra fixada em € 6 milhões (cerca de R$ 38 milhões) por 50% dos direitos econômicos ao final de 2026.
Por que ele chega agora ao Corinthians?

A assinatura foi adiada por uma exigência do Al-Hilal. O clube saudita, sofrendo com desfalques, pediu que Kaio ficasse à disposição para mais duas partidas (contra Al-Fayha e Al-Riyadh) antes de ser liberado.
Para Dorival Júnior, a chegada preenche uma lacuna tática urgente. O treinador cobrava da diretoria um atacante de “beirada” capaz de alargar o campo, oferecer o drible no 1×1 e atacar a profundidade, características que faltavam no elenco após a reformulação do ataque.
Análise Moon BH: Aposta de Risco Calculado
A chegada de Kaio César é o tipo de negócio que o Corinthians precisa fazer: jovem, com potencial de revenda e vindo de uma liga forte financeiramente, mas por empréstimo. O risco inicial é baixo (salário).
O desafio será esportivo. Kaio chega para brigar por minutos num setor onde o Corinthians sofreu recentemente. Se a aposta der certo, pagar R$ 38 milhões por metade do passe de um jovem titular será considerado barato no futuro. Se não der, o clube devolve o ativo sem comprometer o orçamento de longo prazo. É uma gestão de risco muito mais inteligente do que fazer loucuras definitivas sem testar a adaptação antes.