O Corinthians iniciou 2026 com uma vitória jurídica importante, mas insuficiente para destravar totalmente seu planejamento de mercado. O clube conseguiu derrubar o transfer ban nacional imposto pela CBF (via Câmara Nacional de Resolução de Disputas – CNRD) após antecipar o pagamento da terceira parcela de um acordo, desembolsando cerca de R$ 7,2 milhões.
No entanto, a comemoração parou por aí. O Alvinegro continua impedido de registrar novos jogadores devido à sanção mais pesada: o banimento internacional da Fifa, ativo desde agosto de 2025, motivado pela dívida com o Santos Laguna pela compra do zagueiro Félix Torres.
A liberação na esfera nacional permite que o clube respire em disputas domésticas, mas a “janela real” segue fechada. Enquanto não resolver a pendência com os mexicanos, qualquer reforço contratado não pode ser inscrito no BID da CBF para competições oficiais, mantendo a diretoria sob pressão máxima para quitar os débitos em dólar.
A Conta do Mexicano: US$ 6,2 Milhões à Vista
Para resolver o problema na Fifa, o Corinthians precisou abrir o cofre. Após negociações intensas, o Santos Laguna aceitou reduzir os juros e fechar um acordo para o pagamento de US$ 6,2 milhões (aproximadamente R$ 33,4 milhões).
O ge detalha que o plano do Timão é fazer o pagamento à vista ainda nesta semana. O valor original da dívida com encargos já beirava os US$ 6,5 milhões.
A pressa se justifica: assim que o dinheiro cair na conta do Santos Laguna e o clube mexicano notificar a Fifa, a punição cai automaticamente, liberando o Corinthians para registrar atletas. Vale lembrar que o clube também precisou desembolsar recentemente R$ 41,2 milhões para quitar pendências com o ex-meia Matías Rojas, outro foco de incêndio jurídico.
A Ironia do Destino: Paga-se para Emprestar
O cenário torna-se tragicômico quando se olha para o futuro de Félix Torres. O jogador que causou o bloqueio milionário está de malas prontas para deixar o Parque São Jorge. O zagueiro equatoriano tem um acordo encaminhado para ser emprestado ao Internacional até o fim de 2026.
Ou seja, o Corinthians está correndo para pagar mais de R$ 30 milhões por um ativo que nem sequer fará parte do elenco nesta temporada. É o custo de operações passadas mal resolvidas impactando diretamente o orçamento e a montagem do time atual.