O Atlético contesta o valor cobrado pelo atacante Rony, atualmente no Santos, em uma disputa relacionada a pagamentos assumidos durante a passagem do jogador pelo clube. Enquanto o ex-atleta do Galo reivindica aproximadamente R$ 9 milhões, a diretoria alvinegra sustenta que o saldo pendente não ultrapassaria R$ 1 milhão.
A divergência, portanto, se aproxima de R$ 8 milhões e passa a ser o principal ponto do novo capítulo do caso. O Atlético não nega completamente a existência de valores a serem acertados, mas rejeita a quantia apresentada pelos representantes do atacante.
Não há, até o momento, uma decisão judicial reconhecendo como correto o cálculo de qualquer um dos lados. Caberá às partes apresentar documentos, comprovantes de pagamentos e a memória de cálculo utilizada para chegar aos respectivos valores.
Atlético não reconhece cobrança de R$ 9 milhões
A posição do Atlético é de que o montante exigido por Rony está acima do que efetivamente permanece em aberto. Segundo a versão do clube, depois de considerados os pagamentos já realizados, o débito seria inferior a R$ 1 milhão.
Já o estafe do atacante calcula uma cobrança próxima de R$ 9 milhões. Os documentos completos que mostram a composição das duas contas não foram divulgados publicamente. Por isso, ainda não é possível determinar se o valor reivindicado pelo jogador contempla apenas parcelas vencidas ou também multas, juros, correção monetária e consequências pelo suposto descumprimento do acordo anterior.
A diferença entre as versões será um dos pontos analisados na disputa. O simples valor indicado em uma cobrança não significa que a quantia será integralmente reconhecida pela Justiça.
Da mesma forma, a estimativa apresentada pelo Atlético precisará ser acompanhada de comprovantes capazes de demonstrar quais parcelas foram pagas e qual seria o saldo restante.
Entenda a origem do caso entre Rony e Atlético

A discussão começou em julho de 2025, poucos meses depois de Rony ser contratado pelo Atlético. Na ocasião, o atacante entrou com uma ação na Justiça do Trabalho e pediu a rescisão indireta de seu contrato.
Segundo o ge, jogador alegava atrasos envolvendo depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, luvas e, principalmente, direitos de imagem. O caso ocorreu em um momento no qual outros integrantes do elenco também cobravam compromissos financeiros do clube.
Rony, porém, retirou a ação depois de uma negociação com a diretoria atleticana. Naquele momento, o então coordenador de futebol Paulo Bracks confirmou o entendimento.
“Foi feito um acordo com o atleta e o staff do atleta. Não tem nenhum problema, litígio”, afirmou o dirigente em julho de 2025.
O acordo permitiu que Rony permanecesse no elenco. As condições detalhadas, o cronograma de pagamentos e as eventuais penalidades previstas no documento não foram divulgados.
Estafe afirma que acordo foi descumprido
Em julho de 2026, os representantes de Rony afirmaram que o acordo havia sido retomado judicialmente. A alegação era de que o Atlético manteve os pagamentos combinados somente durante os dois primeiros meses, voltando a acumular pendências posteriormente.
Na primeira manifestação sobre o novo movimento, o Atlético informou que ainda não tinha conhecimento da retomada formal da ação. O estafe também não havia revelado publicamente o valor total reivindicado naquele momento.
A informação de que a cobrança chega a aproximadamente R$ 9 milhões amplia o tamanho da disputa. Ao apresentar um cálculo inferior a R$ 1 milhão, o Atlético indica que pretende reconhecer, no máximo, uma parcela pequena do montante pretendido pelo atacante.
A existência de duas contas tão diferentes não significa que uma delas prevalecerá automaticamente. O acordo assinado em 2025, os vencimentos das parcelas e os pagamentos efetuados pelo clube deverão ser confrontados antes de uma definição.
Rony deixou o Atlético e foi para o Santos
Rony foi negociado definitivamente com o Santos em janeiro de 2026. A transferência foi avaliada em 3 milhões de euros, aproximadamente R$ 18 milhões na cotação daquele período, por meio de uma operação que envolveu compensações de débitos entre Santos, Atlético e Botafogo.
O atacante encerrou a passagem pelo Galo com 65 partidas e 14 gols. Ele também fez parte do elenco que conquistou o Campeonato Mineiro de 2025.
A saída para o Santos encerrou o vínculo esportivo, mas não eliminou eventuais compromissos financeiros formados durante o contrato. Caso a existência das parcelas seja comprovada, a responsabilidade pelo pagamento continuará sendo do Atlético.
O próximo passo será a análise dos cálculos e documentos apresentados pelos dois lados. Até uma manifestação da Justiça ou um novo acordo, Rony continuará reivindicando cerca de R$ 9 milhões, enquanto o Atlético sustenta que a dívida real não chega a R$ 1 milhão.


