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Atlético volta ao centro de disputa judicial com Rony após nova acusação

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O estafe de Rony afirmou ter reaberto um processo contra o Atlético por suposto descumprimento do acordo firmado entre as partes em 2025. Segundo os representantes do atacante, o clube mineiro teria mantido as obrigações em dia somente durante os dois primeiros meses após o entendimento que levou o jogador a retirar uma ação trabalhista.

O Atlético, por outro lado, informou desconhecer a existência de um novo processo ou qualquer reabertura formal da ação. A divergência recoloca em pauta os problemas financeiros que marcaram a passagem de Rony pela Cidade do Galo e que chegaram ao ponto mais delicado em julho de 2025.

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Atualmente no Santos, o atacante deixou o Atlético no início de 2026. A transferência encerrou sua passagem esportiva pelo clube, mas não necessariamente todas as pendências relacionadas ao período em Belo Horizonte.

Estafe de Rony aponta descumprimento de acordo

A informação sobre a retomada do processo foi divulgada pelos representantes de Rony. Segundo o estafe, o acordo firmado em 2025 previa a regularização de compromissos financeiros assumidos pelo Atlético com o jogador.

A versão apresentada é de que o clube cumpriu as obrigações nos dois primeiros meses, mas voltou a deixar parcelas pendentes posteriormente. Por esse motivo, os representantes teriam solicitado a reabertura da discussão judicial.

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O estafe não detalhou publicamente todos os valores envolvidos nem especificou quais parcelas estariam em atraso. Também não foram apresentados documentos do processo na publicação inicial sobre o caso.

A reportagem do No Ataque informou que os representantes do atacante confirmaram a reabertura, enquanto o Atlético disse desconhecer o novo movimento. A posição das duas partes mostra que ainda não existe consenso nem mesmo sobre o estágio atual da disputa.

Por se tratar de uma alegação feita pelo lado do jogador, o suposto descumprimento ainda precisará ser analisado dentro do processo, caso a retomada tenha sido formalmente protocolada.

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Atlético afirma desconhecer nova ação

Foto: Beto Barata/PR

Procurado sobre o assunto, o Atlético informou que não tinha conhecimento da reabertura do processo. O clube também não confirmou ter recebido qualquer comunicação oficial relacionada à retomada da ação.

A resposta não significa, necessariamente, que a movimentação não tenha ocorrido. Em processos judiciais, pode existir um intervalo entre o protocolo realizado por uma das partes e a notificação formal da outra.

Até que o Atlético seja oficialmente comunicado ou que o processo apareça atualizado nos sistemas judiciais, as informações permanecem baseadas na versão apresentada pelo estafe de Rony.

O clube ainda não divulgou uma nota detalhada sobre os pagamentos citados pelos representantes do atacante. Também não explicou se todas as condições do acordo de 2025 foram cumpridas após a saída do jogador para o Santos.

Entenda o processo iniciado por Rony em 2025

Foto: Pedro Souza – Atlético

A disputa começou em 22 de julho de 2025, quando Rony entrou com uma ação na Justiça do Trabalho pedindo a rescisão indireta de seu contrato com o Atlético.

Na ocasião, o atacante alegou atrasos relacionados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, luvas e direitos de imagem. Horas depois de protocolar o pedido, porém, Rony voltou atrás após conversar com a diretoria atleticana.

O Atlético e o jogador chegaram a um entendimento para regularizar as pendências. O atacante permaneceu no elenco e retirou o pedido de encerramento unilateral do contrato.

O caso expôs uma crise financeira mais ampla vivida pelo clube naquele período. Outros jogadores também cobravam valores atrasados, embora Rony tenha sido o atleta que levou a questão diretamente à Justiça com um pedido de rescisão.

No treinamento seguinte à crise, jogadores do elenco chegaram a posar para uma fotografia com os bolsos dos calções virados para fora, em uma manifestação simbólica relacionada aos pagamentos pendentes.

O que teria sido acordado entre Rony e Atlético?

Os detalhes completos do acordo não foram divulgados publicamente. As informações da época indicavam que o Atlético se comprometeu a quitar valores atrasados e estabelecer um cronograma para manter as obrigações futuras em dia.

A diretoria conseguiu convencer Rony a retirar a ação após prometer a regularização dos pagamentos. Reportagens publicadas naquele momento apontavam que o clube pretendia quitar vencimentos pendentes do atacante e de outros jogadores do elenco.

Agora, o estafe sustenta que o cronograma teria sido seguido somente nos dois primeiros meses. Caso a alegação seja confirmada, a discussão pode envolver tanto parcelas vencidas quanto as consequências previstas no acordo anterior.

Ainda não está claro se a nova movimentação busca apenas a cobrança dos valores ou algum tipo de indenização pelo suposto descumprimento. Como Rony já não possui contrato com o Atlético, uma eventual ação não teria mais como objetivo imediato a rescisão do vínculo esportivo.

Saída para o Santos não encerrou todas as pendências

Rony foi negociado com o Santos em janeiro de 2026. O Atlético recebeu aproximadamente 3 milhões de euros pela transferência, valor próximo de R$ 18 milhões na cotação do período.

O atacante assinou contrato de três anos com o clube paulista. Mesmo após a venda, eventuais dívidas formadas durante sua passagem pelo Galo continuariam sob responsabilidade do Atlético, caso sejam reconhecidas judicialmente ou previstas no acordo entre as partes.

Rony disputou 65 partidas pelo Atlético, com 14 gols e seis assistências. O jogador também participou da conquista do Campeonato Mineiro de 2025.

Sua passagem começou em fevereiro de 2025, quando o clube mineiro investiu cerca de 6,5 milhões de euros para contratá-lo junto ao Palmeiras. Menos de um ano depois, o atacante foi vendido por um valor inferior ao utilizado em sua chegada.

Caso pode gerar novo desgaste para o Atlético

A possível reabertura do processo ocorre em um momento em que o Atlético busca reorganizar as finanças e reduzir pendências acumuladas nas últimas temporadas.

Embora o valor reivindicado por Rony ainda não tenha sido divulgado, o caso pode provocar um novo desgaste de imagem. O episódio de 2025 ganhou repercussão nacional e expôs atrasos que atingiam diferentes jogadores do elenco.

A diretoria alvinegra terá a oportunidade de apresentar sua defesa caso seja notificada. O clube poderá contestar a existência das pendências, comprovar pagamentos ou discutir a interpretação do acordo firmado anteriormente.

Já os representantes de Rony precisarão demonstrar quais obrigações deixaram de ser cumpridas e em quais datas os pagamentos teriam voltado a atrasar.

Próximos passos dependem de confirmação judicial

O próximo passo será a confirmação formal da reabertura do processo. Até o momento, a informação parte do estafe de Rony, enquanto o Atlético afirma desconhecer qualquer nova ação.

Caso o processo tenha sido retomado, o clube será notificado para responder às alegações e apresentar documentos sobre os pagamentos. A Justiça poderá analisar o acordo anterior, o cronograma estabelecido e os comprovantes entregues pelas partes.

A situação ainda está em fase inicial e não existe decisão favorável ao jogador ou ao Atlético. Também não é possível afirmar, neste momento, que o clube descumpriu o acordo, já que essa é a versão apresentada pelos representantes do atacante e contestada, ao menos indiretamente, pelo desconhecimento manifestado pelo Galo.

O caso mantém aberta uma questão que parecia encerrada após a saída de Rony. Mesmo longe da Cidade do Galo, o atacante pode voltar a enfrentar o Atlético fora dos gramados, agora em uma nova etapa da disputa judicial.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.