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Por que o Atlético-MG aceita perder R$ 11 milhões para negociar Gustavo Scarpa agora

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Gustavo Scarpa deixou de ser um “reserva de luxo” no Atlético-MG para se tornar uma peça estratégica de negociação para a janela de julho. O clube mineiro já sinalizou a intenção de reformular o elenco e ajustar custos, o que coloca o camisa 10 na vitrine do mercado nacional, especialmente para evitar que ele atinja o limite de jogos no Brasileirão que inviabilizaria uma transferência para rivais da Série A.

A matemática do prejuízo e a dívida com o Nottingham

A decisão de negociar Scarpa passa por uma conta incômoda. Comprado por 5 milhões de euros (R$ 27 milhões na época), o meia agora é avaliado internamente para uma venda entre 3 milhões e 3,5 milhões de euros. Na prática, o Atlético aceita uma perda bruta de até 2 milhões de euros para garantir fôlego financeiro imediato.

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O cenário ganha contornos de urgência devido a uma pendência judicial:

  • Dívida no CAS: O Atlético precisa quitar mais de R$ 13 milhões com o Nottingham Forest para afastar o risco de transfer ban.
  • Amortização: Como o contrato vai até 2027, o balanço contábil aceita a venda menor devido ao valor residual já abatido ao longo do tempo.
  • Interessados: O Bahia surge como principal destino após a saída de Cauly, enquanto o São Paulo monitora a situação com cautela.

Como já mostrou o Moon BH, o Corinthians é um dos interessados no passe do jogador e pode despontar como um rival no Brasileirão a levá-lo de reforço.

O substituto de 5 milhões de dólares no radar

Foto: divulgação do Atlético

Se concretizar a venda de Scarpa, o Atlético-MG terá de decidir entre economizar ou reinvestir em criatividade. Embora nomes como Reinier e Bernard possam absorver os minutos internamente, eles não entregam o mesmo pacote de bolas paradas e passes verticais do atual camisa 10.

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Segundo levantamento do Moon BH, o nome que volta a ganhar força nos bastidores é o de Lucas Assadi, da Universidad de Chile:

  • Perfil: Jovem com alto potencial de revenda e encaixe no modelo de transição de Eduardo Domínguez.
  • Custo: Os chilenos pedem cerca de 5 milhões de dólares pelo atleta.
  • Estratégia: O Galo avalia um pré-contrato, já que o vínculo de Assadi se encerra no fim de 2026.
  • Retrospecto: O meia acumulou 11 gols e 6 assistências em sua última temporada completa no Chile.

O próximo compromisso do Atlético será neste domingo (10 de maio), às 16h, contra o Botafogo, na Arena MRV. O confronto, que terá a despedida oficial de Hulk, será o termômetro real para Gustavo Scarpa.

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Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.

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