O Cruzeiro recebe o Atlético-MG neste sábado (2), às 21h, no Mineirão, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. O clássico opõe uma Raposa estruturada contra um rival mergulhado em uma crise institucional grave. Além da pressão na tabela, o Galo entra em campo precisando absorver o choque da rescisão contratual do ídolo Hulk, confirmada na sexta-feira.
A saída de Hulk e a pressão na SAF alvinegra
A notícia da rescisão amigável com o camisa 7 caiu como uma bomba na Cidade do Galo. Aos 39 anos e com 140 gols marcados pelo clube, o atacante antecipou seu fim de ciclo e tem o Fluminense como provável destino. O jogador ainda fará uma partida de despedida no dia 10, antes do duelo contra o Botafogo.
A perda da principal referência técnica agrava a instabilidade nos bastidores. A derrota para o próprio Cruzeiro na final do Campeonato Mineiro, em março, já havia exposto fraturas na relação da equipe com a torcida.
O cenário piorou com a divulgação recente do balanço financeiro de 2025. O clube registrou prejuízo contábil e viu sua dívida líquida saltar quase 30%, refletindo os riscos de um endividamento agressivo. Hoje, o time ocupa a 15ª posição no Brasileirão, com 14 pontos, aumentando a pressão sobre o técnico Eduardo ‘Barba’ Domínguez.
Como os times chegam para o clássico
Do outro lado, o Cruzeiro do técnico Artur Jorge tenta aproveitar o momento conturbado do adversário para subir na tabela. A equipe celeste conta com o retorno de peças defensivas cruciais e a solidez de um elenco que já demonstrou superioridade sobre o rival em 2026.
Sem Hulk e sem as antigas referências ofensivas, o Galo aposta em um ataque renovado, liderado por Tomás Cuello e Cassierra, sob a armação do veterano Bernard.
A provável escalação do Atlético-MG hoje:
Goleiro: Everson;
Defesa: Vitor Hugo, Lyanco (Natanael) e Ruan Tressoldi;
Meio-campo: Renan Lodi, Alan Franco, Maycon, Victor Hugo e Bernard;
Ataque: Tomás Cuello e Cassierra.
Nota de autoridade: Conforme apuração econômica detalhada no balanço financeiro publicado pela Revista Veja, a atual gestão da SAF atleticana virou um estudo de caso no mercado esportivo, evidenciando que quebrar recordes de receitas anuais não blinda o clube da escalada severa de seu déficit operacional.
A partida promete casa cheia e muita tensão no gramado. Para a Raposa, é a chance de afundar o rival de vez. Para o Galo, uma vitória hoje é questão de sobrevivência.