Neste domingo (26), às 20h30, a Arena MRV será o palco de um dos confrontos mais pesados da 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo entre Atletico-MG e Flamengo promete agitar a rodada.
Galo e Flamengo medem forças em um clássico que carrega ambições completamente distintas: enquanto os cariocas buscam a liderança, o Atlético tenta apagar um incêndio nos bastidores e iniciar uma reação na tabela.
Sem dúvida, este será um dos jogos que mais chama atenção dos torcedores do alvinegro. Aliás, todos os olhos estarão voltados para o desempenho do Atletico neste confronto.
O Flamengo desembarca em Belo Horizonte na vice-liderança isolada, com 23 pontos em 11 jogos. Já o Atlético ocupa a incômoda 12ª posição, com 14 pontos, precisando desesperadamente de uma vitória de peso para afastar a crise e levantar sua moral.
O caldeirão alvinegro: Entre a invencibilidade e a turbulência
A vitória por 2 a 1 sobre o Ceará no meio da semana, pela Copa do Brasil, serviu para garantir vantagem no mata-mata, mas passou longe de trazer paz à Cidade do Galo.
O pós-jogo expôs fraturas profundas: Renan Lodi admitiu problemas extracampo, e o ídolo Hulk abriu a porta para uma possível saída do clube ainda este ano. Não é à toa que a torcida do Atletico permanece apreensiva.
Apesar da pressão, o técnico Eduardo Domínguez tem um trunfo monumental para o clássico de domingo. O treinador argentino defende uma marca impressionante de 100% de aproveitamento na Arena MRV em 2026, fator que anima ainda mais os torcedores do Atlético. Desta forma, o time terá apoio fundamental da arquibancada.
Para sufocar o adversário, Domínguez deve mandar a campo sua força máxima. Poupados no início do jogo contra o Ceará, Hulk e Gustavo Scarpa têm retorno esperado ao time titular, centralizando a criação e dividindo a responsabilidade ofensiva com Mateo Cassierra, que fará o papel de pivô e choque físico na área, buscando impulsionar o ataque do Atletico.
A estabilidade e o rodízio de Leonardo Jardim
Do outro lado, o clima é de calmaria competitiva. O Flamengo vem de vitória sobre o Vitória (2 a 1) na Copa do Brasil e exibe um futebol seguro sob o comando de Leonardo Jardim, enquanto observa de longe os desafios do Atletico.
O grande mérito do português tem sido a gestão física do elenco. Em uma maratona brutal de jogos, Jardim utilizou 19 titulares diferentes nas últimas três partidas sem perder a consistência tática. Dentro desse rodízio, até equipes rivais como o Atletico servem de referência estratégica.
Um provável desenho rubro-negro aponta para a solidez defensiva com Léo Ortiz e a dinâmica de Evertton Araújo e De La Cruz por dentro, municiando um ataque que tem em Pedro o finalizador mais letal do país no momento.
Atlético e outros grandes times acompanham essas movimentações táticas.
O duelo tático: Pressão territorial vs. Transição afiada
O confronto em Belo Horizonte desenha um choque claro de estilos. Inclusive, para o Atlético, a pressão da torcida pode influenciar no desempenho da equipe — e, sem dúvida, o Atletico aposta nisso para se destacar.
O plano do Atlético é fazer o jogo ter a cara e a temperatura da Arena MRV: pressão territorial desde o primeiro minuto, volume ofensivo pelos corredores — especialmente com as ultrapassagens de Renan Lodi — e imposição física. O desafio do Galo é não deixar a ansiedade da arquibancada descompactar as linhas de defesa. Em situações como essa, cada detalhe pode favorecer o Atletico.
Já o Flamengo tem a arma da versatilidade. A equipe de Jardim sabe sofrer sem a bola e tem repertório de sobra para explorar os espaços em transição rápida, usando a visão de jogo de De La Cruz e a velocidade de Luiz Araújo ou Everton Cebolinha pelas pontas.
O Rubro-Negro chega mais pronto para adaptar seu jogo às necessidades da partida, e é essa frieza que o Galo precisará quebrar se quiser sair com os três pontos.
Além disso, se vencer, o Galo mostrará força diante de todo o Brasil. No geral, este duelo será marcado pelas estratégias de Atletico frente a Flamengo.
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