O Atlético entra em campo na noite desta quinta-feira (23), às 19h, na Arena MRV, para enfrentar o Ceará no jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil. A partida, que terá transmissão de SporTV e Premiere, carrega um peso que vai muito além do simples início de um mata-mata: o Galo tenta transformar a força de sua casa em uma resposta prática ao momento de instabilidade que assombra a equipe.
A pressão aumentou substancialmente após a recente derrota por 2 a 0 para o Coritiba no Campeonato Brasileiro. Em uma atuação marcada por desatenções defensivas e ineficiência no ataque, o próprio goleiro Everson resumiu o sentimento do vestiário ao declarar que era hora de “juntar os cacos”. É essa oscilação que transforma o duelo de hoje em um marco obrigatório de retomada emocional para a temporada.
O “Fator Arena MRV” e o respaldo a Domínguez
Se há um pilar para sustentar o otimismo alvinegro, ele está no desempenho como mandante. O técnico Eduardo Domínguez ainda não perdeu atuando em casa em 2026. No comando do Galo, o argentino venceu os quatro jogos que disputou na Arena MRV, com um saldo contundente de dez gols marcados e apenas três sofridos.
Esse retrospecto caseiro é a blindagem que o treinador tem no momento. Após a dura derrota para o Puerto Cabello na Sul-Americana e o revés contra o Coritiba, o diretor executivo Paulo Bracks precisou vir a público reafirmar o “respaldo total” ao trabalho da comissão técnica, rechaçando qualquer chance de demissão imediata. Domínguez segue bancado, mas sob a cobrança de entregar um futebol mais maduro.
Provável escalação: Forças e fraquezas expostas

A tendência é que o Atlético vá a campo com força máxima, apostando na intensidade pelos lados, no controle de meio-campo com Alan Franco e Thomás Pérez, e no peso técnico de Hulk para definir a eliminatória.
- Provável Atlético: Everson; Natanael, Ruan, Vitor Hugo e Renan Lodi; Thomás Pérez, Alan Franco (Maycon) e Victor Hugo; Hulk, Reinier (Cassierra) e Cuello.
- Desfalques: Patrick e Índio (lesão no joelho direito). O atacante Alan Minda, recuperado, pode pintar entre os relacionados.
Apesar da força ofensiva (que muitas vezes cria muito e converte pouco), o calcanhar de Aquiles tem sido a defesa. O time precisa proteger melhor a última linha para não repetir os erros que custaram caro em Curitiba. O objetivo principal é aproveitar a pressão da Arena MRV para construir uma vantagem que alivie o cenário para a partida de volta no Castelão, marcada para o dia 13 de maio.
O torcedor atleticano conhece bem a receita. Na campanha da Copa do Brasil do ano passado, o time construiu sua rota passando por adversários duros no mata-mata (CRB, São Paulo e Vasco) justamente sabendo dosar a vantagem construída ou consolidada em Belo Horizonte.
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