O nome da vez é Robert Alves. O goleiro de 21 anos voltou ao Atlético depois de ter o empréstimo ao Athletic encerrado de forma antecipada. Segundo apuração da Itatiaia, ele já fez o primeiro treino na Cidade do Galo e reapareceu justamente porque o clube mineiro entendeu que sua permanência em São João del-Rei deixaria de fazer sentido esportivo.
O chamariz da pauta é o valor da multa. Robert renovou com o Atlético até o fim de 2029, e a multa para o exterior foi fixada em 60 milhões de euros, algo perto de R$ 370 milhões na cotação usada pelas reportagens. É um número que ajuda a mostrar como o clube enxerga o potencial do goleiro, mesmo sem ele ainda ter estreado pelo profissional do Galo.
Por que o empréstimo fracassou tão rápido
O empréstimo não acabou porque Robert “foi mal” apenas. Acabou porque o contexto mudou.
No Athletic, ele fez só dois jogos e sofreu quatro gols. A virada veio quando o clube de São João del-Rei anunciou a contratação de Luan Polli. Com isso, Robert corria o risco de virar apenas a terceira opção da equipe, o que esvaziava totalmente o objetivo inicial da cessão: dar rodagem e experiência profissional.
Isso pesa porque o plano original era outro. Quando foi emprestado em janeiro, Robert tinha vínculo com o Athletic até o fim de 2026, com opção de compra, justamente para ganhar minutos em um time que disputaria o Mineiro e a Série B. No recorte inicial, até houve espaço: ele estreou como profissional pelo Athletic e chegou a assumir a meta em jogos do Estadual. Mas a janela curta e a nova hierarquia mudaram tudo.
Eduardo Domínguez vai usar Robert agora?
Pelo desenho de hoje, não como titular.
A informação mais clara é que o Atlético decidiu trazê-lo de volta para ser a terceira opção no próprio elenco principal. Com Eduardo Domínguez, o clube passa a ter Everson, Gabriel Delfim, Robert e Pedro Cobra entre os goleiros, sendo que Pedro Cobra ainda reforça o sub-20 ocasionalmente. Isso indica que o retorno, neste momento, é muito mais de cobertura de elenco do que de promoção imediata para brigar pela meta principal.
Na prática, o retorno de Robert não parece abrir uma disputa real com Everson agora. O que ele faz é recolocar uma joia da base em ambiente de observação direta da comissão. E isso tem valor para um clube que vem falando cada vez mais em aproveitar melhor seus jovens ativos.
Ele fica no Atlético ou pode ser negociado de novo?
Hoje, o mais provável é que fique ao menos no curto prazo.
Se o Atlético o trouxe de volta justamente porque ele viraria terceira opção no Athletic, não faria muito sentido devolvê-lo de imediato para outra situação semelhante. O movimento parece mais uma correção de rota: tira o goleiro de um empréstimo que perdeu função e o recoloca sob controle do clube, onde ele volta a ser desenvolvido e monitorado mais de perto. Isso é uma inferência a partir do motivo oficial do retorno e da nova composição do setor no elenco.