Parte da torcida do Atlético-MG ainda sonha (ou debate) a volta de Allan, mas impõe uma condição clara: “só se vier de graça”. A realidade do mercado, porém, é bem mais cruel. O volante, que trocou o protagonismo no Galo pelo banco no Flamengo, vive um dilema financeiro que torna qualquer retorno uma operação de altíssimo risco.
Embora tenha se desvalorizado drasticamente no Rio de Janeiro, Allan carrega um “custo mensal” de estrela que não cabe na folha de quem quer pagar pouco. Ele só voltaria se aceitasse cortar seu salário pela metade, como condição inicial.
O Tombo no Valor de Mercado de Allan
Os números não mentem: Allan “encolheu”.
- Quanto custou: O Flamengo pagou € 8,2 milhões (cerca de R$ 43 milhões na época) para tirá-lo de BH.
- Quanto vale hoje: Segundo o Transfermarkt (dez/2025), ele está avaliado em apenas € 3 milhões (aprox. R$ 18 milhões). Ou seja, o jogador perdeu mais de R$ 25 milhões em valor de mercado ao virar reserva de luxo na Gávea.
O Salário de R$ 1 Milhão: O Verdadeiro Muro ao Atlético-MG
O problema não é a taxa de transferência, é o contracheque. Estima-se que Allan receba entre R$ 850 mil e R$ 1 milhão por mês no Flamengo. Para o Atlético aceitá-lo “de graça” (sem pagar multa rescisória), teria que assumir essa bronca mensal.
- O Cenário: O Flamengo não quer mais pagar salários para emprestar jogadores caros.
- A Conta: Trazer Allan “de graça” custaria ao Galo cerca de R$ 13 milhões por ano em salários. Vale pagar isso por um jogador que está em baixa?
Contrato Longo é Trava

Para piorar, Allan tem contrato com o Flamengo até 31 de dezembro de 2027. Isso significa que o Rubro-Negro não tem pressa de liberá-lo sem custos, a menos que seja para se livrar 100% do salário. O Galo teria que negociar uma redução drástica nos vencimentos do atleta ou convencer o Flamengo a arcar com parte da conta — algo que os cariocas já sinalizaram que não farão.
Allan fez uma aposta de carreira: trocou a idolatria e a titularidade absoluta no Galo pelo projeto (e dinheiro) do Flamengo. Esportivamente, deu errado até agora. Ele virou um coadjuvante caro.
Para o Atlético-MG, repatriar Allan com esse salário seria um erro de gestão e de vestiário. Trazer de volta um jogador que forçou a saída, pagando R$ 1 milhão por mês, passaria a mensagem errada para o elenco atual (onde nomes como Hulk e Paulinho entregam muito mais). O “de graça” é uma ilusão: Allan custa caro demais para quem hoje entrega tão pouco. Se ele quiser voltar, terá que ser ele a abrir mão de dinheiro, não o Galo a abrir o cofre.