O Atlético-MG tentou uma cartada ousada no mercado, sondando a situação de Gabriel Moscardo, do PSG (emprestado ao SC Braga). O Galo, em busca de um primeiro volante jovem e técnico, esbarrou em uma barreira dupla: o planejamento do clube francês e a vontade do jogador.
Em entrevista recente, o volante de 20 anos foi taxativo ao dizer que seu foco total está em construir carreira na Europa. E foi além: deixou claro que, no dia em que decidir voltar ao Brasil, a fila tem dono.
O “Não” ao Atlético-MG: Plano Europeu
A negativa ao Atlético-MG passa pelo momento de carreira. Após um início turbulento na França (lesão e adaptação), Moscardo se encontrou no SC Braga, de Portugal.
- O Contrato: Ele tem empréstimo em Portugal até junho de 2026 e contrato com o PSG até 2028.
- O Projeto: O jogador afirmou estar adaptado ao estilo “associativo” do técnico Carlos Vicens (ex-auxiliar de Guardiola) e conta com a confiança de Luís Campos, diretor do PSG, para evoluir na Europa. “Ainda é muito cedo [para voltar]”, declarou.
O Recado ao Corinthians
A parte mais dura para o Atlético (e para qualquer outro interessado no Brasil) foi a declaração de fidelidade. Moscardo avisou que o Corinthians é sua “prioridade total” em um eventual retorno futuro.

Essa postura “tranca” o mercado nacional para ele neste momento. Mesmo que o PSG aceitasse negociar, dificilmente o jogador aceitaria vestir outra camisa no Brasil agora, evitando o desgaste com a torcida que o formou.
A Muralha Financeira: R$ 125 Milhões
Além da vontade do atleta, a operação é financeiramente inviável para os padrões de compra do Galo.
- O Custo PSG: O clube francês pagou € 20 milhões + € 2 milhões em bônus. Na cotação atual (02/02/2026), isso representa um investimento original superior a R$ 137 milhões. O PSG não tem interesse em vender por menos agora, protegendo o ativo.
- O Salário: Estima-se que Moscardo receba cerca de € 960 mil/ano no Braga (aprox. R$ 500 mil/mês). O salário é pagável para o Brasil, mas a taxa de transferência ou o modelo de empréstimo (que o PSG veta agora) tornam o negócio impossível.
O Atlético fez o movimento certo ao sondar um volante com teto alto, mas a resposta de Moscardo escancara a hierarquia do mercado. O Brasil paga bem, mas a Europa ainda é o atalho para a Seleção e para a elite global.