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Flamengo recusou R$ 107 milhões e vendeu joia por R$ 13 mi ao Atlético-MG

A estreia de Victor Hugo com a camisa do Atlético-MG foi um pesadelo para o torcedor do Flamengo. Ao ver a “Cria do Ninho” marcar gol contra o Palmeiras e comandar o meio-campo do rival logo na primeira rodada do Brasileirão, a Nação Rubro-Negra reviveu um trauma financeiro: o clube pode ter vendido um ativo de elite a “preço de banana”. A discussão esquentou porque os valores da venda para o Galo são irrisórios perto do que o Flamengo já teve na mesa no passado.

O sentimento na Gávea é de que o clube vendeu na baixa, e o rival comprou na hora exata da valorização.

A Matemática da Revolta no Flamengo: R$ 13 mi vs. R$ 107 mi

Para entender a raiva do torcedor, é preciso olhar o retrovisor.

Embora o Flamengo tenha mantido metade do passe, a percepção imediata é de desvalorização brutal. Para piorar, o Santos (onde ele estava emprestado) ainda mordeu 10% do valor como taxa de vitrine.

O Atlético-MG Agradece: Contrato até 2030

Enquanto o Flamengo conta as moedas, o Atlético-MG celebra um negócio de oportunidade. O clube mineiro assinou com Victor Hugo até dezembro de 2030, indicando que vê nele um pilar para o futuro e uma revenda certa. O impacto foi imediato: gol na estreia contra o Palmeiras e atuações elogiadas que mostram adaptação rápida.

Foto: Divulgação – Atlético-MG

Se ele mantiver esse nível, o valor de mercado (que hoje o Transfermarkt aponta em € 3,5 milhões) vai disparar novamente — e quem vai decidir o futuro dele será o Galo, não mais o Flamengo.

O “Upside”: A Única Esperança Rubro-Negra

O negócio só não é considerado um desastre total porque foi uma venda parcial.

  • A Trava: O Flamengo vendeu 50% dos direitos, mas manteve os outros 50%.
  • A Aposta: A diretoria rubro-negra torce (ironicamente) para que Victor Hugo brilhe no Galo. Se o Atlético vendê-lo no futuro por uma fortuna, o Flamengo recupera o prejuízo.

Porém, o risco é óbvio: o Flamengo terceirizou a valorização de sua joia. Se o Galo transformá-lo em ídolo e não vender, o Rubro-Negro ficará apenas com os R$ 13 milhões e a saudade do que poderia ter sido.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.