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Atlético-MG e Cruzeiro: Como fica cada um na Tabela do Brasileirão do 1° jogo

A 1ª rodada do Brasileirão 2026 terminou deixando os dois gigantes de Minas Gerais em extremos opostos da tabela. Enquanto o Atlético-MG mostrou força para buscar um empate contra um dos favoritos ao título, o Cruzeiro desmoronou no Rio de Janeiro, sofrendo uma goleada histórica que já acende a luz vermelha na Toca.

Como ficaram na tabela após a 1ª rodada:

  • 11º Lugar: Atlético-MG (1 ponto, saldo 0).
  • 20º Lugar (Lanterna): Cruzeiro (0 ponto, saldo -4).

Atlético-MG: Competitivo, mas com “Erro Caro”

O empate em 2 a 2 com o Palmeiras na Arena MRV deixou uma impressão positiva de combatividade. O Galo encarou um dos elencos mais caros do país de igual para igual, reagiu após sair atrás e teve volume de jogo.

O “porém” ficou na conta da defesa. O time sofreu com bolas paradas e segundas bolas (como no lance do empate final de Vitor Roque).

  • O Veredito: A base competitiva de Sampaoli está ali (intensidade e duelo), mas o time precisa eliminar as distrações defensivas. Em Série A, vacilo na área vira gol do adversário.
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Cruzeiro: Do Controle ao Caos

A Raposa viveu um drama de duas faces no Nilton Santos. Fez um primeiro tempo promissor, criando chances claras e até tendo gol anulado. Mas voltou do intervalo irreconhecível.

Ao sofrer um gol aos 2 minutos da etapa final, o time de Tite sofreu um “apagão” tático e emocional. O 4 a 0 para o Botafogo foi construído inteiramente no segundo tempo, expondo um time que se espaçou e aceitou a pressão.

  • A Frase: “Não sei o que aconteceu”, resumiu o atacante Kaio Jorge, evidenciando a falta de resposta do time ao golpe sofrido.

Análise Moon BH: O Campo Vira Tribunal

O início do Brasileiro entrega uma verdade dura: o campeonato não perdoa desatenção.

O Atlético sai da rodada com um “copo meio cheio”. O empate, se bem lapidado, mostra que o time tem teto para brigar em cima, desde que ajuste a defesa.

Já o Cruzeiro sai com um problema de narrativa. A derrota não foi apenas um tropeço; foi um colapso. Começar o campeonato na lanterna e com saldo de -4 gols coloca uma pressão desproporcional para a 2ª rodada. O trabalho de Tite, que já vinha sob olhares desconfiados, agora perde a margem de erro. Em clube grande, quando a estreia é um desastre, o campo vira tribunal na semana seguinte.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.