O Atlético-MG tentou uma cartada ousada para resolver sua busca por um “camisa 5”. O clube mineiro sondou a situação de Gabriel Moscardo, ex-Corinthians, que pertence ao PSG e está emprestado ao SC Braga (Portugal). A resposta vinda da Europa, no entanto, foi um balde de água fria: o retorno ao futebol brasileiro está vetado neste momento.
Segundo apuração da Itatiaia, o clube francês não tem interesse em negociar o jovem de 20 anos para o Brasil agora, priorizando sua adaptação e desenvolvimento no futebol europeu.
Por que o PSG disse “não” ao Atlético-MG?
A recusa tem base financeira e estratégica. O PSG investiu pesado na contratação do volante: foram € 20 milhões (mais de R$ 100 milhões) pagos ao Corinthians, com mais € 2 milhões em bônus.
Para os franceses, emprestar Moscardo de volta ao Brasil seria um retrocesso no plano de carreira traçado. O empréstimo atual ao Braga (sem opção de compra) foi desenhado justamente para dar rodagem competitiva na Europa. Por lá, o volante soma 21 partidas, com um gol e uma assistência, alternando entre titularidade e rotação.
O Perfil que o Galo Procura
O interesse do Atlético não é aleatório. Moscardo (1,85m) encaixa perfeitamente no perfil de “primeiro volante” que a diretoria busca: forte na recuperação de bola, com leitura defensiva e boa saída de jogo.
Hoje avaliado em cerca de € 7 milhões pelo Transfermarkt (devido à oscilação natural de adaptação), ele tem contrato com o PSG até 2028. O Atlético monitorava a situação na esperança de uma oportunidade de mercado, mas esbarrou no projeto de longo prazo dos parisienses.
Análise Moon BH: Clube esbarra em obstáculos
Moscardo é exatamente o tipo de contratação que mudaria o patamar do meio-campo do Atlético: jovem, físico e com escola tática europeia recente. O problema é a lógica do dinheiro. O PSG não gasta € 22 milhões em uma promessa para devolvê-la ao Brasil no primeiro ano de oscilação.
Eles querem transformar esse investimento em performance de elite ou em revenda lucrativa na própria Europa. Para o Galo, a sondagem foi válida pela ambição, mas o recado ficou claro: se a busca é por um camisa 5 com esse perfil, a solução terá que ser buscada em prateleiras onde o “dono” não seja um clube-estado com paciência infinita.