HomeEsportesAtléticoCruzeiro e Atlético-MG perderam grandes nomes ao Santos. O que significa?

Cruzeiro e Atlético-MG perderam grandes nomes ao Santos. O que significa?

O Santos operou uma transformação radical no mercado da bola em questão de semanas. Sob a batuta do executivo Alexandre Mattos, o Peixe desenhou um ataque com “cara de título” ao tirar peças vitais dos rivais mineiros e garantir a permanência de seu maior ídolo. Se o quebra-cabeça fechar, a Vila Belmiro verá em 2026 o trio Neymar, Gabigol e Rony, estes dois últimos saídos do Cruzeiro e Atlético-MG.

A Engenharia Mattos no Cruzeiro e Atlético-MG

O grande trunfo do Santos não foi apenas ter dinheiro, mas saber gastar. Mattos utilizou três modelos de negócio diferentes para montar o time:

  1. A “Isca” (Neymar): A renovação do craque até o fim de 2026 foi o primeiro passo. Com Neymar garantido, o Santos ganhou o argumento definitivo para atrair outros nomes de peso: “venha jogar com o Ney”.
  2. O Empréstimo Inteligente (Gabigol): Para tirar Gabriel do Cruzeiro, o Santos costurou um acordo onde paga “apenas” 60% dos salários, enquanto a Raposa arca com 40%. O Peixe trouxe um artilheiro de elite dividindo a conta.
  3. A Compra Agressiva (Rony): Com o Atlético-MG, a postura foi diferente. Mattos viajou pessoalmente e encaminhou a compra definitiva por cerca de R$ 18 milhões (com contrato de 3 anos), aproveitando a brecha de saída no Galo para garantir o “motorzinho” do time.

O Encaixe Tático: Por que o trio assusta?

No papel, a junção faz sentido tático. Rony chega para fazer o “trabalho sujo” que libera as estrelas.

Fotos: Raul Baretta/ Santos FC
  • Rony: Oferece profundidade, corre pelos pontas e pressiona a saída de bola (o pulmão do ataque).
  • Neymar: Atua com liberdade criativa por dentro, flutuando e achando o último passe.
  • Gabigol: O finalizador nato, atacando o espaço na área para converter as jogadas criadas.

Bônus: Gabriel Menino no pacote

Além do ataque, Mattos ainda reforçou o meio-campo com Gabriel Menino (empréstimo com opção de compra), mostrando que a reformulação é completa e busca equilíbrio, não apenas nomes de impacto.

Análise Moon BH: O Peixe virou Tubarão

O Santos mudou de prateleira. Ao “roubar” Gabigol e Rony de Cruzeiro e Atlético, o time da Vila não apenas se reforçou, mas tirou poder de fogo de concorrentes diretos.

Alexandre Mattos prova novamente por que é o executivo mais agressivo do país. Ele não montou um time baseado em loucuras financeiras isoladas, mas sim em uma engenharia onde as peças se complementam: a genialidade de Neymar, a decisão de Gabigol e a intensidade de Rony. Se o campo responder ao que foi desenhado no escritório, o Santos entra no Brasileirão 2026 não para competir, mas para atropelar.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.