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Atlético-MG é o único da Série A sem vencer nenhum jogo até agora; veja lista

O calendário marca 23 de janeiro de 2026 e a tabela do Campeonato Mineiro mostra um dado que incomoda profundamente o torcedor do Atlético-MG: o Galo é o único integrante da Série A do Brasileirão que ainda não venceu na temporada. Enquanto rivais empilham triunfos, o time de Hulk e companhia soma quatro empates em quatro jogos. Mas o zero na coluna de vitórias é apenas o sintoma; a doença parece ser a ansiedade.

A Arena MRV, inaugurada para ser a fortaleza impenetrável do clube, começa a dar sinais de que virou um peso. Em vez de empurrar, a arquibancada — compreensivelmente impaciente — tem transmitido uma tensão que o time absorve em campo. O que era para ser imposição técnica vira pressa, e a pressa vira erro.

O Peso dos Números: 1 Vitória em 10 Jogos

A estatística fria é cruel. Se somarmos a reta final de 2025 com o início de 2026, o Atlético venceu apenas uma das últimas 10 partidas.

  • O Cenário: O time não está perdendo (segue invicto no Mineiro), mas não consegue ganhar. Para um elenco milionário, o empate contra times do interior, jogando em casa, tem sabor de derrota.
  • A Consequência: A confiança esfarela. Jogadores decisivos começam a forçar jogadas para resolver logo, e o coletivo sofre.

A “Lista da Vergonha” (Série A em 2026)

Para entender o tamanho da pressão, basta olhar para o lado. Todos os outros 19 times da elite já comemoraram no ano. O Galo ficou sozinho na lanterna moral da temporada:

  • 4 Vitórias: Bahia
  • 3 Vitórias: Inter, Grêmio, Palmeiras, Bragantino
  • 2 Vitórias: Botafogo, Cruzeiro, Fluminense, Athletico-PR, Chapecoense, Coritiba
  • 1 Vitória: Flamengo, Corinthians, Santos, São Paulo, Vasco, Vitória, Fortaleza*, Juventude*, Criciúma* (considerando estaduais/regionais)
  • 0 Vitórias: Atlético-MG

Arena MRV: De Caldeirão a Tribunal

O fenômeno é psicológico. A torcida chega à Arena esperando um espetáculo (“hoje vai”), mas quando o gol não sai nos primeiros 20 minutos, o clima muda. O murmúrio de insatisfação desce da arquibancada e “trava” as pernas dos atletas. No 0 a 0 contra o Tombense, isso ficou nítido. Vaias, irritação e um time nervoso. O estádio, que deveria ser o 12º jogador, vira um cobrador implacável de uma dívida de desempenho.

O Clássico: A Cura ou o Caos?

É neste cenário de panela de pressão que o Atlético recebe o Cruzeiro no domingo (25). O clássico virou uma encruzilhada:

  1. Vitória: Lava a alma, quebra o jejum, faz as pazes com a Arena e zera a pressão.
  2. Tropeço: Transforma a ansiedade em crise aberta e coloca o trabalho da comissão técnica na mira.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.