O ano de 2026 marca uma nova era visual e financeira para o Atlético-MG. A troca da Adidas pela Nike não é apenas uma mudança estética no uniforme; é uma aposta agressiva em um modelo de negócios que pode render mais de R$ 50 milhões aos cofres do clube já nesta primeira temporada. A engenharia por trás desse otimismo alvinegro combina três fatores: um aporte inicial para lojas, uma taxa de royalties acima da média de mercado e, principalmente, o retorno turbinado do projeto “Manto da Massa”.
A matemática é promissora. O acordo prevê que o Galo fique com 25% de royalties sobre as vendas. Com a camisa oficial chegando ao varejo na casa dos R$ 399,99, a margem de lucro do clube por peça vendida sobe drasticamente em comparação aos contratos antigos. Mas para a conta fechar no “número mágico” de R$ 50 milhões, o Galo tem uma carta na manga.
A Conta de Padaria (Que Faz Sentido)
Vamos aos números. O Atlético recebeu um aporte de R$ 4 milhões para montar uma nova megaloja. Isso já está no caixa. Agora, olhe para o retrovisor: em 2025, o clube vendeu cerca de 320 mil peças oficiais com a Adidas.
- Cenário Base: Se o Galo apenas repetir esse volume de vendas com a força da marca Nike e o royalty de 25%, a arrecadação bruta de royalties já giraria na casa dos R$ 30 a R$ 35 milhões (considerando variações de preço entre atacado e varejo). Só isso já coloca o contrato em um patamar de elite. Mas o “bônus” é o que empolga.
O Fator “Manto da Massa”

Aqui está o diferencial. A Nike e o Atlético alinharam a volta do projeto Manto da Massa, onde a torcida desenha e escolhe a camisa. Historicamente, esse projeto é uma máquina de imprimir dinheiro:
- 2022: 132 mil camisas vendidas.
- 2024: 58 mil camisas vendidas. Se a edição de 2026, agora com o “Swoosh” da Nike, vender algo entre esses dois números, o clube pode adicionar de R$ 6 a R$ 13 milhões extras em royalties diretos. A Soma Final: R$ 35 mi (venda regular) + R$ 13 mi (Manto Otimista) + R$ 4 mi (Loja) = R$ 52 milhões.
Adidas x Nike: Qualidade vs Quantidade?
Uma crítica comum no mercado é que a Nike tem menos lojas físicas próprias no Brasil (cerca de 1.000) do que a Adidas (quase 2.000). Porém, a estratégia do Atlético aposta na desejabilidade da marca.
A Nike tem uma penetração digital e uma rede de distribuição em grandes varejistas (Centauro, Netshoes, etc.) que compensa a falta de “lojas de rua”. A aposta é que o torcedor vai procurar a camisa do Galo não porque passou na frente da loja, mas porque a peça virou item de moda/hype.