Os bastidores do mercado da bola viraram um jogo de estratégia em Belo Horizonte. Com a negociação do atacante Rony travada em valores que o Santos considera proibitivos, o Atlético-MG ativou o “Plano B” para tentar resolver dois problemas de uma só vez: aliviar sua folha salarial e recuperar parte de um investimento alto. A diretoria alvinegra ofereceu Júnior Santos ao Peixe, abrindo uma rota de colisão direta com o Corinthians, que já negociava o empréstimo do jogador.
A manobra do Galo é clara: ao colocar um segundo interessado na mesa (Santos), o clube mineiro tenta valorizar um ativo que está em baixa e pressionar o Corinthians a fechar o negócio rápido, assumindo 100% dos salários. É a tentativa de transformar um “problema de departamento médico” em solução financeira.
O “Paredão” de R$ 32,5 Milhões por Rony
O Santos sonhava com Rony, mas acordou com o choque de realidade. As apurações indicam que o pacote para tirar o “Rústico” de BH custaria cerca de € 5 milhões (R$ 32,5 milhões) entre valor fixo e metas.

- O Motivo da Trava: O Santos não tem esse caixa disponível agora. O clube da Vila Belmiro tenta fazer malabarismo com vendas menores (como a de Guilherme por R$ 11 mi), mas a conta não fecha para uma compra definitiva desse porte.
- A Solução do Galo: “Se vocês não podem pagar pelo Rony, levem o Júnior Santos por empréstimo”.
Júnior Santos: A Isca de Luxo
Júnior Santos custou US$ 8 milhões (R$ 48 milhões) ao Atlético, mas 2025 foi um ano para esquecer, marcado por lesões e uma cirurgia. Ele não joga desde setembro. Mesmo assim, ele virou a peça-chave da janela atleticana:
- Corinthians: Já abriu conversas para levar o jogador por um ano, pagando todo o salário e com valor de compra fixado. É o cenário dos sonhos para o Galo aliviar a folha.
- Santos: Entra como o “fato novo”. Ao oferecer o jogador ao Peixe, o Atlético sinaliza ao Corinthians que o atleta tem mercado, evitando que os paulistas tentem dividir o salário ou baixar a pedida.
O Risco da Operação
Para o Santos, aceitar Júnior Santos é uma aposta de alto risco. O time precisa de retorno imediato, e o atacante vem de longa inatividade. Para o Corinthians, a pressão aumentou. O Timão achava que corria sozinho, mas agora vê um rival estadual sondando o mesmo nome.