O Atlético-MG aplicou um “chapéu” de mercado no Corinthians e garantiu um reforço de peso para o meio-campo em 2026. O Galo encaminhou a contratação do volante Maycon, que pertencia ao Shakhtar Donetsk. O jogador é esperado em Belo Horizonte nos próximos dias para realizar exames médicos e assinar um contrato válido por três temporadas.
A operação é considerada uma grande oportunidade de mercado: o clube mineiro não pagará taxa de transferência aos ucranianos, aceitando, em contrapartida, que o Shakhtar mantenha 50% dos direitos econômicos do atleta visando uma venda futura.
Tanto o Atlético quanto o Corinthians tiveram suas propostas aceitas pelo clube europeu. A decisão final coube exclusivamente a Maycon, que optou pelo projeto alvinegro de Minas Gerais. Pesou na escolha a convicção demonstrada pela diretoria do Galo, que ofereceu os três anos de vínculo exigidos desde o início, enquanto o Timão hesitou e tentou mudar os termos na reta final das tratativas.
Por que Maycon escolheu o Galo? (A Hesitação Corintiana)
A negociação foi definida nos detalhes contratuais e na postura das diretorias. O Shakhtar aceitava liberar o jogador sem custos, desde que o novo contrato fosse longo (três anos), permitindo tempo hábil para valorização e recuperação do investimento através dos 50% retidos.
O Atlético aceitou essa condição prontamente. Já o Corinthians viveu um conflito interno: a gestão anterior havia acenado com três anos, mas a nova diretoria tentou reduzir para dois, gerando insegurança no atleta. Sentindo-se desvalorizado pelo clube onde foi capitão, Maycon aceitou a oferta mineira, sequer se reapresentando no CT Joaquim Grava.
Modelo de Negócio: Zero Custo, Lucro Dividido
Financeiramente, a chegada de Maycon é vista como “custo-benefício” ideal para o Atlético.
- Taxa de Transferência: R$ 0,00. O Shakhtar libera o jogador para não perdê-lo de graça ao fim do contrato e para evitar o retorno à zona de guerra na Ucrânia.
- Direitos Econômicos: 50% para o Atlético-MG / 50% para o Shakhtar Donetsk.
- Vínculo: Definitivo até o fim de 2028. Para o Corinthians, além da perda técnica, resta o prejuízo financeiro. O clube paulista ainda possui uma dívida de cerca de € 1 milhão com os ucranianos referente aos empréstimos passados, o que azedou ainda mais a relação entre as partes.