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Atlético-MG e os R$ 16,3 milhões que estão travando a chega da Capixaba

A reformulação na lateral-esquerda do Atlético-MG parece ter encontrado seu limite financeiro e esportivo. Após semanas de especulação e conversas, a negociação para tirar Juninho Capixaba do Red Bull Bragantino perdeu força drasticamente neste sábado (3). O Galo, que vinha tratando o jogador como um alvo prioritário, recuou nas tratativas.

O motivo passa diretamente pela reconfiguração do elenco: com a contratação de impacto de Renan Lodi e a saída de Guilherme Arana, a diretoria reavaliou a necessidade de fazer um investimento pesado em mais um nome para a mesma posição.

A leitura interna no Atlético é de que o negócio estagnou e é “improvável” que aconteça neste momento. A diretoria entende que as exigências para fechar a operação se tornaram altas demais para um jogador que, no novo desenho do elenco, chegaria para disputar posição com um titular recém-contrato a peso de ouro.

O Pacote “Pesado” do Atlético-MG: Dinheiro, Patrick e Reinier na mesa

O que travou a vinda de Capixaba não foi apenas o salário, mas a complexidade da “engenharia” proposta. O Bragantino não facilita a saída de seus titulares, e o Atlético tentou montar um pacote criativo para convencer o clube paulista. De acordo com a Rede 98, o modelo discutido no fim de dezembro envolvia três frentes:

  • Pagamento de € 2,5 milhões (cerca de R$ 16,3 milhões);
  • Cessão definitiva de 50% dos direitos do volante Patrick;
  • Empréstimo do atacante Reinier até o fim de 2026. Essa composição, que envolvia abrir mão de caixa e de ativos do elenco (Patrick e Reinier), foi considerada excessiva para trazer um jogador que teria o status de “sombra” para Lodi.

O “Efeito Lodi”: Chegada de titular muda prioridade de mercado

Foto: Divulgação

A mudança de postura do Atlético tem nome e sobrenome: Renan Lodi. O lateral, anunciado como o primeiro grande reforço para 2026, assinou contrato de cinco anos e chega com status de titular absoluto para substituir Guilherme Arana, negociado com o Fluminense.

Lodi é o investimento para ser o “dono do corredor”. Com ele garantido, gastar mais R$ 16 milhões em Capixaba deixou de ser uma urgência e virou um luxo. O clube agora tende a direcionar seus recursos para outras carências do elenco que ainda não foram atendidas com a mesma qualidade.

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O recuo do Atlético-MG é uma decisão de gestão racional. No futebol brasileiro, não se gasta R$ 16 milhões (mais jogadores) em um reserva, a não ser que o dinheiro esteja sobrando — o que não é o caso de ninguém. Ao contratar Renan Lodi, o Galo resolveu o problema da titularidade. Insistir em Capixaba nesses termos seria um erro de alocação de recursos.

O clube precisa de um elenco profundo, sim, mas é mais inteligente buscar uma oportunidade de mercado ou um jovem promissor para ser reserva do que queimar caixa e ativos (como Patrick e Reinier) em uma posição que já está, teoricamente, resolvida com Lodi.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.