O Atlético-MG iniciou 2026 com uma consulta ousada no mercado internacional. A diretoria alvinegra buscou informações sobre a situação do atacante Mauro Icardi, do Galatasaray. A resposta vinda da Turquia, no entanto, foi um balde de água fria nas pretensões imediatas do Galo. Para abrir negociações pela liberação do jogador nesta janela, o clube turco fixou a pedida em € 9,5 milhões (cerca de R$ 60,3 milhões).
O interesse existe, mas a operação é tratada internamente como complexa e dependente de uma “engenharia financeira”. O Atlético não busca apenas um nome de impacto, mas tenta viabilizar uma conta que, hoje, não fecha sem criatividade: pagar uma taxa de transferência alta somada a um pacote salarial que foge da realidade do futebol sul-americano.
Salário de € 6 milhões e contrato no fim: A conta não fecha no Atlético-MG
A barreira financeira vai além dos R$ 60 milhões pedidos pelo Galatasaray. O histórico salarial de Icardi é o verdadeiro vilão da história. Quando foi comprado em definitivo pelos turcos em 2023, a ESPN reportou que o argentino receberia cerca de € 6 milhões por temporada (mais de R$ 3 milhões mensais). Para o Atlético, assumir esse compromisso exigiria:
- Engenharia: Diluir luvas e criar bônus de performance agressivos.
- Timing: O contrato de Icardi vai até 30 de junho de 2026. Tecnicamente, ele poderia assinar um pré-contrato agora para chegar de graça em julho, mas o Galatasaray pede alto para liberá-lo imediatamente, tentando recuperar o investimento feito junto ao PSG.
O Risco Físico: Lesão grave no joelho ainda pesa na avaliação

Outro fator que obriga o Atlético a ter cautela é o aspecto físico. Em novembro de 2024, Icardi sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior, uma lesão que costuma deixar marcas na sequência e na minutagem de atletas de alto rendimento.
Comprar um jogador de 32 anos, vindo de uma recuperação complexa e custando R$ 60 milhões, é um risco que a SAF do Galo precisa calcular milimetricamente. A pedida do Galatasaray ignora essa desvalorização técnica e foca no nome e no contrato vigente.
Por que o Galatasaray pede tão alto por um jogador em fim de contrato?
A postura rígida dos turcos tem explicação no passado recente. O Galatasaray pagou cerca de € 10 milhões ao PSG para ter Icardi em definitivo, conforme registrado pelo ge.
A pedida atual de € 9,5 milhões é, na prática, uma tentativa de recuperar quase 100% do que foi investido, mesmo com o contrato acabando em seis meses. O clube turco aposta que o nome de Icardi ainda tem mercado em ligas periféricas ou na própria América do Sul, recusando-se a fazer uma “liquidação” de seu principal astro, mesmo ciente do risco de perdê-lo de graça em julho.