Depois de uma virada dramática por 2 a 1 diante do Japão nesta segunda-feira (29), em Houston, o Brasil já tem data e horário para as oitavas de final da Copa do Mundo 2026. A Seleção entra em campo no próximo domingo, dia 5 de julho, às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O adversário sairá do confronto entre Noruega e Costa do Marfim, que se enfrentam nesta terça-feira (30).
A vitória sobre o Japão não foi fácil. Os japoneses abriram o placar no primeiro tempo em um lance construído a partir de erro de Danilo, e o Brasil precisou virar no segundo tempo. Gabriel Martinelli, que entrou no decorrer da partida, marcou o gol decisivo nos acréscimos. Ancelotti ganhou o jogo, mas viu sua equipe repetir os mesmos equívocos defensivos que já tinham aparecido na estreia contra o Marrocos.
Isso importa muito para o que vem pela frente.
Como se forma o mata-mata
Noruega e Costa do Marfim chegam ao mata-mata com perfis distintos, mas os dois representam adversários que o Brasil não pode subestimar. A Noruega tem Erling Haaland em forma histórica no torneio, com oito gols marcados pela seleção escandinava só na fase de grupos. Já a Costa do Marfim aposta em solidez defensiva e transições rápidas, com Amad Diallo e Nicolas Pépé funcionando bem na competição. São adversários diferentes entre si, mas os dois sabem ferir.
Seja qual for o vencedor desta terça, o Brasil vai precisar ser melhor do que foi hoje para avançar.
O MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, é o palco da final do Mundial, marcada para 19 de julho. Ou seja, o Brasil volta ao estádio onde abriu a fase de grupos contra o Marrocos. A arena tem capacidade para cerca de 82 mil pessoas e deve receber uma multidão de brasileiros, que formam a maior torcida em circulação pelos Estados Unidos durante esse torneio.
A campanha até aqui tem dois lados. O lado positivo é forte: quatro vitórias e um empate, nenhuma derrota, Vinicius Jr. balançando a rede em todas as três partidas da fase de grupos, com quatro gols no total. O Brasil liderou o Grupo C com sete pontos, passou pelos 16 avos com virada e segue com moral no torneio.
Mas o outro lado não pode ser ignorado.
Padrão de jogo da Seleção Brasileira
Dois gols sofridos em situações evitáveis, dificuldade de controlar jogos contra adversários organizados taticamente, e dependência de lampejo individual para resolver os momentos mais duros. Contra o Japão, a Seleção finalizou mais, dominou a posse e ainda assim precisou de um gol nos acréscimos para garantir a classificação. Isso diz algo sobre a consistência do time.
Carlo Ancelotti montou uma equipe pragmática, de transições rápidas e solidez defensiva quando funciona. O modelo resolve, mas nas oitavas de final de um Mundial com 48 seleções, os adversários chegam mais descansados, mais preparados e com análise detalhada de cada tendência do Brasil. Cada erro defensivo tem um peso diferente a partir de agora.
O adversário das oitavas, seja Noruega ou Costa do Marfim, vai chegar com o jogo analisado e um plano específico para travar Vinicius Jr. e Matheus Cunha. Apostar que a qualidade individual vai resolver mais uma vez é possível. Mas não é uma estratégia.
A Seleção Brasileira está nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026. Joga no domingo, 5 de julho, às 17h (Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O adversário ainda não está confirmado. Mas o teste, esse já está anunciado: o Brasil precisa mostrar que evoluiu, não só que venceu.
Nos 14 confrontos históricos entre Brasil e Japão, a Seleção soma 11 vitórias, dois empates e apenas uma derrota, em amistoso em 2025. Esse retrospecto colocou o Brasil como favorito nesta segunda-feira, e a classificação veio. Mas os japoneses mostraram que são um adversário real. O gol que sofremos não nasceu do nada: foi construído, foi de uma situação que um time mais organizado não permitiria.
O próximo adversário vai chegar sabendo disso. A pergunta que fica para o domingo, além de quem o Brasil vai enfrentar, é se Carlo Ancelotti consegue corrigir as fissuras antes que alguém mais organizado explore o que o Japão já sinalizou.
Faltam seis dias. O próximo capítulo do Brasil na Copa já tem endereço e horário.




