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Quantas Copas do Mundo a Espanha tem e quando ganhou pela última vez

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Quantas Copas do Mundo a Espanha tem agora? Um gol aos 106 minutos. Um jogador que começou no banco. E uma sensação de déjà vu para quem lembra de 2010. A Espanha derrotou a Argentina por 1 a 0, depois da prorrogação, neste domingo (19), e conquistou o título de 2026 no New York New Jersey Stadium. Ferran Torres, que nem começou a partida como titular, apareceu na área após jogada construída pelo lado esquerdo e finalizou para superar o goleiro argentino.

Dezesseis anos depois de Andrés Iniesta decidir uma final na prorrogação, outro espanhol repetiu exatamente o mesmo roteiro no maior palco do futebol mundial.

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Quantas Copas do Mundo a Espanha tem agora?

Duas. A primeira veio em 2010, contra a Holanda, na África do Sul. A segunda chegou neste domingo, contra a Argentina, nos Estados Unidos, e as semelhanças entre as duas conquistas beiram o inacreditável.

Em 11 de julho de 2010, em Joanesburgo, Iniesta marcou aos 116 minutos, após passe de Cesc Fàbregas, para vencer o goleiro Maarten Stekelenburg por 1 a 0. A Holanda também terminou aquela final com dez jogadores, depois da expulsão de John Heitinga, e antes do gol Iker Casillas havia feito uma defesa decisiva sobre Arjen Robben.

Dezesseis anos depois, o roteiro se repetiu quase ponto por ponto. Espanha e adversário chegaram empatados ao fim do tempo normal, o time rival sofreu uma expulsão, e o gol saiu na segunda metade da prorrogação, aos 106 minutos desta vez, dez a menos que em 2010.

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Antes do primeiro título, a melhor campanha espanhola em Copas havia sido o quarto lugar de 1950. Foi a geração de Casillas, Sergio Ramos, Xavi e Iniesta que rompeu essa barreira, vencendo a Eurocopa de 2008, a Copa de 2010 e a Euro de 2012 em sequência. A taça deste domingo confirma outra geração vencedora, formada por Rodri, Lamine Yamal, Nico Williams e Pedri, que já havia levantado o título europeu em 2024 e agora transforma essa renovação em conquista mundial.

Como a Espanha administrou o jogo contra a Argentina?

Com paciência. A seleção de Luis de la Fuente controlou a posse de bola durante quase toda a partida, obrigando o time de Lionel Scaloni a se fechar perto da própria área para proteger Messi e tentar acelerar nos contra-ataques.

A estratégia argentina segurou o placar, mas custou caro no volume ofensivo. No tempo regulamentar, a Espanha somou 15 finalizações e nove escanteios, enquanto a Argentina não conseguiu finalizar sequer uma vez e teve apenas um escanteio a favor. Mesmo dominando o jogo dessa forma, os espanhóis esbarraram numa defesa argentina bem postada, que bloqueou cruzamentos e fechou o centro da área até os minutos finais do tempo normal.

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A virada de cenário aconteceu nos acréscimos. Enzo Fernández, que já tinha cartão amarelo, cometeu falta em Pau Cubarsí e foi expulso, obrigando a Argentina a jogar toda a prorrogação com um a menos. Luis de la Fuente aproveitou o banco para reforçar o ataque, e foi exatamente essa decisão que colocou Ferran Torres em campo.

O que essa conquista representa para o futebol espanhol?

Um marco raro no cenário mundial. Com o título masculino deste domingo, a Espanha se tornou o primeiro país a deter simultaneamente as Copas do Mundo masculina e feminina, já que a seleção feminina havia conquistado o Mundial de 2023.

A campanha até a final também reforça a força coletiva do time. Começou com um empate sem gols surpreendente contra Cabo Verde, mas a Espanha reagiu com vitórias por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita e 1 a 0 sobre o Uruguai, terminando na liderança do grupo. Nas fases eliminatórias, bateu a Áustria por 3 a 0, Portugal por 1 a 0 nas oitavas, Bélgica por 2 a 1 nas quartas e a França por 2 a 0 na semifinal, com gols de Mikel Oyarzabal e Pedro Porro.

A consistência defensiva chama atenção: a Espanha sofreu apenas um gol em toda a fase de mata mata e conseguiu impedir a Argentina, dona do ataque mais produtivo do torneio, de finalizar uma única vez durante os 90 minutos da final. A combinação de juventude nas laterais, controle técnico no meio de campo e segurança defensiva mostra que o país conseguiu construir uma nova geração campeã sem tentar simplesmente copiar a fórmula de Xavi e Iniesta.

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Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.