A pergunta que tomou conta das redes sociais nas últimas 48 horas tem resposta, mas não a definitiva. Endrick pode jogar. Pode iniciar como titular. Ou pode nem sair do banco. Carlo Ancelotti manteve o suspense até o último treino e deixou a decisão em aberto até o apito inicial. O jogo é hoje, quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami. Brasil e Escócia medem forças pela terceira e última rodada do Grupo C da Copa do Mundo 2026.
O que está em jogo
O Brasil chega a Miami na liderança do grupo, com quatro pontos. Um empate contra o Marrocos e uma vitória por 3 a 0 sobre o Haiti. O Marrocos também tem quatro pontos, mas com saldo de gols inferior ao brasileiro. A Escócia soma três pontos e ainda briga por classificação.
Para o Brasil, um empate já garante a vaga no mata-mata. Uma vitória garante a liderança do grupo, o que abre caminho mais confortável logisticamente para as fases seguintes, já que todos os jogos seguintes seriam disputados nos Estados Unidos, onde está a base da seleção.
A Escócia não vive momento fácil. Venceu o Haiti na estreia, mas caiu diante do Marrocos. Para avançar, precisa bater o Brasil e torcer pelo resultado do outro jogo. É um cenário improvável. E, por isso, a tendência é uma Escócia fechada, vertical nos contra-ataques e apostando em bolas aéreas, posição em que tem vantagem física.
Onde assistir
TV aberta: Globo e SBT. Na TV fechada, o jogo passa no SporTV e N Sports. Para quem prefere streaming, o jogo vai ao vivo pela CazéTV no YouTube e pelo Globoplay com a GE TV.
Endrick joga?
Essa é a questão que mobilizou a torcida desde a lesão de Raphinha no primeiro tempo do jogo contra o Haiti. O atacante do Barcelona sofreu uma lesão muscular na coxa direita, foi confirmado fora da partida de hoje pela CBF, e deve retornar apenas a partir das oitavas de final.
Com a vaga aberta no lado direito do ataque, Ancelotti testou três nomes durante a semana: Rayan, Luiz Henrique e Endrick. Nos treinamentos, o jovem do Real Madrid foi colocado numa configuração mais ofensiva ao lado de Matheus Cunha, o que alimentou a expectativa da torcida. Mas Rayan, que substituiu Raphinha logo após a lesão contra o Haiti, aparece como favorito para começar a partida. Faz mais sentido taticamente pelo lado direito, tem as características físicas que Ancelotti busca para um adversário como a Escócia, e já ganhou a confiança do treinador nos minutos que teve.
Endrick, por outro lado, tem apelo popular enorme e um argumento concreto ao seu favor: quando entra em campo, muda o jogo. Mas começar como titular neste momento, com Ancelotti priorizando estrutura e organização, parece menos provável. A leitura do Moon BH é que o jovem do Real Madrid deve aparecer na segunda etapa, com o jogo aberto para ter espaço.
Neymar também voltou a treinar com o grupo integralmente na terça-feira. O camisa 10 se recuperou de uma lesão na panturrilha direita e pode estar no banco hoje pela primeira vez no Mundial. Uma entrada eventual de Neymar em campo seria o segundo grande capítulo da história da seleção nesta Copa.
Escalação provável do Brasil

A tendência, segundo os últimos treinos observados pela imprensa, é que o Brasil entre em campo com:
Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Rayan (ou Luiz Henrique), Matheus Cunha e Vinícius Júnior.
Casemiro e Douglas Santos estão pendurados com um cartão amarelo cada. A depender da avaliação de Ancelotti sobre a fase de grupos, eles podem ser poupados para entrar no mata-mata sem o risco de suspensão automática.
O adversário
A Escócia voltou à Copa do Mundo após 28 anos de ausência. Está na nona participação histórica e nunca passou da fase de grupos. O histórico contra o Brasil em Mundiais é pesado: além do empate em 1974, a seleção perdeu em 1982 (4 a 1, no jogo de Zico e Sócrates), em 1990 e em 1998. São confrontos que ficaram na memória, especialmente o de 1982, mas o cenário atual é muito diferente.
O técnico Steve Clarke deve manter a estrutura compacta com quatro defensores, pressão no meio-campo e apostar em Andrew Robertson e Aaron Hickey nas laterais para empurrar o time ofensivamente. Lawrence Shankland e Che Adams formam a dupla de ataque.
O que esperar
Brasil em primeiro no grupo é o desfecho mais provável. A diferença de qualidade técnica entre as equipes é real, e a seleção tem mais a ganhar jogando com volume do que recuando para proteger o empate. Ancelotti, por perfil, raramente impõe um futebol especulativo.
O jogo começa às 19h. Daqui a algumas horas, a pergunta sobre Endrick vai ganhar uma resposta de verdade.




