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Quem é Ismael Saibari, o marroquino que fez gol no Brasil e vale € 40 milhões

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Ismael Saibari entrou no radar do torcedor brasileiro ao marcar contra o Brasil na estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. O meia-atacante de Marrocos abriu o placar aos 21 minutos, em East Rutherford, nos Estados Unidos, e mostrou em uma jogada por que já é tratado como um dos jogadores mais valorizados do futebol holandês.

O gol não foi um acaso isolado. O camisa 34 do PSV viveu uma temporada de alto impacto na Holanda, chegou ao Mundial em valorização e já aparecia na mira de clubes grandes da Europa. Aos 25 anos, tem contrato longo, números fortes e características que explicam o interesse crescente no mercado.

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Nascido em Terrassa, na Espanha, o jogador representa Marrocos, mas também tem cidadania belga. A formação passou pela Bélgica antes da chegada ao PSV, onde se consolidou como um dos principais nomes da equipe. Hoje, é um meia ofensivo de 1,85 m, destro, físico, técnico e capaz de atuar em diferentes funções no último terço.

A exposição contra o Brasil aumenta uma vitrine que já estava aberta. Antes mesmo da Copa, o Bayern de Munique aparecia na imprensa europeia como interessado. O valor de mercado, segundo o Transfermarkt, está em 40 milhões de euros, cerca de R$ 260 milhões na conversão aproximada.

Meia do PSV chega à Copa em fase de artilheiro

Saibari não chegou ao jogo contra o Brasil como desconhecido para quem acompanha futebol europeu. Na temporada 2025/26 da Eredivisie, marcou 15 gols e deu 8 assistências pelo PSV. O número chama atenção porque não se trata de um centroavante, mas de um meia que combina criação, chegada e força física.

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A produção ofensiva ajudou a colocá-lo no topo da lista de jogadores mais valorizados do campeonato holandês. Em atualização recente, seu valor subiu de 32 milhões para 40 milhões de euros. Isso o deixou à frente de outros nomes fortes da liga e reforçou a percepção de que o PSV tem em mãos um ativo de primeira prateleira.

O contrato até junho de 2029 também pesa nessa conta. O clube de Eindhoven renovou o vínculo em 2024 e ganhou proteção para negociar sem pressa. Com um acordo longo, uma boa Copa pode aumentar ainda mais a pedida, principalmente se o interesse do Bayern avançar ou se outros clubes entrarem na disputa.

Na Europa, já circularam informações sobre uma possível oferta na casa de 45 milhões de euros mais bônus, enquanto o PSV buscaria um valor fixo mais alto. Isso mostra que a cotação pública de 40 milhões funciona mais como piso de mercado do que como preço final em uma transferência.

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Para clubes compradores, o atrativo está no pacote. O marroquino tem idade competitiva, experiência em Champions League, bom rendimento em liga europeia, presença em seleção forte e versatilidade tática. É exatamente o tipo de jogador que costuma valorizar em torneios curtos como a Copa.

Como joga o marroquino que marcou no Brasil

O jogador do PSV é listado como meia-atacante, mas não cabe em uma função única. Pode atuar centralizado, como camisa 10, mas também aparece como segundo homem de meio, meia pela direita, meia pela esquerda e até atacante de apoio em alguns momentos.

A principal característica é a capacidade de conduzir com força e proteger a bola. Diferentemente de meias mais baixos e leves, o camisa 34 usa o corpo para ganhar duelos, resistir ao contato e avançar mesmo pressionado. Isso o torna útil contra defesas que tentam morder alto.

Outro ponto forte é a chegada à área. Os 15 gols na liga holandesa explicam bem essa faceta. Ele não depende apenas do passe final. Ataca o espaço, aparece entre zagueiro e volante e finaliza com naturalidade quando recebe de frente ou em diagonal.

Contra o Brasil, a jogada do gol reforçou essa leitura. O marroquino aproveitou um erro defensivo, teve frieza diante da chance e finalizou com qualidade. Em jogo de Copa, esse tipo de ação muda reputação. Um atleta já monitorado na Europa passa a ser visto por público global.

Com bola, é um jogador vertical. Gosta de acelerar, quebrar linhas e procurar passes de progressão. Sem ela, entrega intensidade para pressionar e recompor. Esse equilíbrio ajuda a explicar por que pode interessar a equipes de alto nível, especialmente as que pedem meia ofensivo com participação física.

No PSV, sua função ganhou peso porque o time costuma ter a bola e empurrar adversários para trás. Nesse contexto, ele aparece bastante em zonas de finalização. Em Marrocos, a utilização pode ser um pouco diferente, com mais espaço para transição, arranque e chegada em velocidade.

Quanto vale e por que pode ficar ainda mais caro

O valor de mercado atual está em 40 milhões de euros. Pela cotação aproximada, isso equivale a algo próximo de R$ 260 milhões. Mas esse número não significa que o PSV aceitaria negociar por essa quantia.

Em transferências europeias, especialmente envolvendo jogadores com contrato até 2029, o valor de mercado serve como referência, não como preço fechado. Se o Bayern ou outro gigante quiser contratá-lo depois da Copa, a tendência é que o clube holandês peça mais.

Uma negociação na faixa de 50 milhões a 60 milhões de euros não seria surpresa caso o meia mantenha protagonismo no Mundial. O PSV tem histórico de vender caro quando seus atletas se valorizam, e o contexto favorece uma postura dura. O jogador está no auge físico, vem de temporada forte e agora ganha vitrine contra adversários de elite.

Para o mercado brasileiro, esse patamar coloca o marroquino em um nível praticamente inalcançável. Não é um nome de oportunidade para clubes nacionais. É jogador de Champions League, em idade nobre e com preço de liga grande.

A dúvida, agora, é o tamanho do salto que a Copa pode provocar. Um gol contra o Brasil já muda a conversa. Se o atleta for decisivo também contra Escócia e Haiti, Marrocos pode avançar forte no grupo e o PSV terá ainda mais argumento para elevar a pedida.

Por que ele chama tanta atenção

Saibari representa um perfil cada vez mais valorizado no futebol atual: meia alto, técnico, intenso e capaz de produzir gols. Durante anos, muitos camisas 10 foram avaliados quase apenas pelo passe. Hoje, clubes de elite buscam jogadores que criem, pressionem, cheguem à área e sustentem duelos físicos.

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Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.

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