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Matemático que previu 3 últimos campeões da Copa do Mundo crava quem vai eliminar o Brasil

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A Seleção Brasileira deve passar em primeiro lugar no grupo da Copa do Mundo de 2026, mas cair logo no primeiro mata-mata para o Japão. A previsão é do modelo do economista alemão Joachim Klement, que falou com a BBC, que ficou conhecido por acertar os campeões das três últimas edições do Mundial.

Pela simulação, a Holanda será campeã pela primeira vez. A final projetada é contra Portugal, em uma campanha que ainda teria a seleção portuguesa eliminando a Argentina nas quartas de final e a Inglaterra na semifinal.

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O próprio autor da projeção, porém, pede cautela. À BBC, Klement disse que o modelo começou como uma brincadeira para mostrar os limites das previsões econômicas. Depois de acertar Alemanha em 2014, França em 2018 e Argentina em 2022, a simulação passou a ser tratada como uma espécie de “oráculo” da Copa.

Ele rejeita essa leitura. Segundo o economista, boa parte do futebol continua dependendo de sorte, forma no dia, decisões de arbitragem, lesões e detalhes que nenhum cálculo consegue controlar.

O que o modelo prevê para a Seleção

A previsão coloca a equipe de Carlo Ancelotti em primeiro lugar no Grupo C, que tem Marrocos, Haiti e Escócia. A surpresa viria na fase seguinte, já no mata-mata ampliado da Copa de 48 seleções.

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Nesse novo formato, os dois primeiros colocados de cada grupo avançam, além dos oito melhores terceiros. A primeira etapa eliminatória reúne 32 equipes. É justamente aí que a simulação indica uma derrota brasileira para o Japão.

Se confirmado em campo, seria um resultado de forte impacto histórico. O Brasil não cai tão cedo em uma Copa desde 1990, quando foi eliminado pela Argentina nas oitavas de final. Em 2026, pelo novo formato, uma queda no primeiro mata-mata representaria sair antes da fase tradicional de oitavas.

O Japão aparece como uma seleção em crescimento. O time asiático chega à Copa com geração consolidada, vários jogadores em ligas europeias e histórico recente de bons resultados contra rivais tradicionais. Em 2022, venceu Alemanha e Espanha na fase de grupos antes de cair nos pênaltis para a Croácia.

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Quem seria o campeão da Copa

A projeção aponta a Holanda como campeã mundial. A seleção europeia, tradicionalmente tratada como uma das maiores que nunca venceram o torneio, chegaria ao título depois de passar por um caminho pesado.

Segundo a BBC, o modelo indica semifinal entre Holanda e Espanha de um lado, e Inglaterra contra Portugal do outro. A decisão ficaria entre holandeses e portugueses, com vitória laranja.

Seleção Brasileira na Copa
Foto: @rafaelribeirorio I CBF

Portugal também teria campanha relevante. Antes da final, eliminaria a Argentina nas quartas e a Inglaterra na semi. A simulação cria um roteiro forte para Cristiano Ronaldo, que disputaria provavelmente sua última Copa do Mundo, mas terminaria sem a taça.

A Inglaterra, mais uma vez, chegaria perto e cairia antes da decisão. A previsão lembra 2006, quando os ingleses também foram eliminados pelos portugueses no mata-mata.

Como funciona a previsão

Klement usa um modelo econométrico com variáveis que não são apenas esportivas. Entre os fatores considerados estão população, riqueza do país, clima, ranking da Fifa e vantagem de sede.

A ideia é medir condições estruturais que, em tese, ajudam uma seleção a competir melhor. Países com população maior têm base mais ampla de jogadores. Economias mais ricas tendem a investir mais em infraestrutura, formação e medicina esportiva. O ranking da Fifa ajuda a representar desempenho recente.

Mesmo assim, o autor ressalta que esses fatores explicam apenas parte da história. O restante depende de variáveis que aparecem dentro do jogo.

Uma bola na trave, uma expulsão, um erro do goleiro, uma lesão muscular ou um pênalti mal marcado podem derrubar qualquer previsão. Esse é o limite mais importante do modelo.

Por que o Japão seria uma ameaça real

A previsão causa surpresa pelo nome do adversário, mas não surge em um vácuo. O futebol japonês ganhou competitividade internacional nas últimas décadas e se consolidou como força técnica e tática.

A seleção costuma ter boa organização, intensidade, mobilidade e jogadores acostumados ao futebol europeu. Também tem histórico de incomodar favoritos. Na última Copa, venceu duas campeãs mundiais no mesmo grupo.

Economista Joachim Klement
Foto: Arquivo Pessoal

Para o Brasil, um confronto desse tipo no mata-mata teria riscos conhecidos: dificuldade contra blocos compactos, transições rápidas e jogo de alta disciplina. Em uma partida única, o favoritismo técnico não elimina o perigo de uma eliminação.

O cenário projetado por Klement, portanto, é improvável, mas não impossível. Essa é a diferença entre uma previsão curiosa e uma previsão sem sentido.

O próprio economista não recomenda apostar nisso

O ponto mais relevante da história talvez esteja menos na previsão e mais na postura do próprio autor. Klement não vende a simulação como certeza. Ao contrário: usa o sucesso recente do modelo para lembrar como sequências de acertos podem criar uma falsa imagem de infalibilidade.

Ele afirma que, depois de acertar três campeões seguidos, as pessoas passaram a tratá-lo como “guru”. Para ele, o caso mostra justamente como o público costuma superestimar previsões quando elas acumulam bons resultados por um período curto.

A Copa de 2026 será um teste para essa fama. Se a Holanda levantar a taça, o modelo ganhará ainda mais repercussão. Se cair cedo, a própria tese de Klement sobre sorte e imprevisibilidade ficará reforçada.

Previsão entra no clima de Copa, mas não muda o campo

Para a Seleção, a projeção não altera planejamento, convocação ou preparação. O Brasil segue entre os favoritos naturais pela camisa, elenco e histórico. Ao mesmo tempo, chega ao Mundial com pontos de atenção, como equilíbrio defensivo, encaixe de Neymar, laterais e adaptação completa ao trabalho de Ancelotti.

A força desse tipo de previsão está no debate que ela provoca. Torcedores passam a discutir chaveamento, possíveis cruzamentos e zebras antes mesmo da bola rolar.

O próximo jogo oficial do Brasil na Copa será contra Marrocos, em 13 de junho, às 19h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pela primeira rodada do Grupo C. A partida terá transmissão prevista por Globo, SporTV, Globoplay e CazéTV, dentro do pacote de direitos do Mundial no Brasil, e abrirá a campanha que o modelo de Klement vê como forte na fase de grupos, mas vulnerável logo no primeiro mata-mata.

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Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.

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