Um episódio lamentável marcou o jogo entre Operário-PR e América-MG, pela 6ª rodada da Série B do Brasileirão, no domingo (4). O meia boliviano Miguelito, do Coelho, foi preso em flagrante após ser acusado de proferir injúria racial contra o atacante Allano, do Operário-PR. O caso ganhou proporções imediatas, com intervenção policial e aplicação do protocolo antirracista da Fifa e CBF.
O Que Aconteceu em Campo?
- Aos 30 minutos do 1º tempo, após uma falta marcada a favor do Operário, Miguelito teria dito “preto do caral“** para Allano, segundo relatos do próprio atacante e do volante Jacy, que testemunhou o ocorrido.
- O árbitro Alisson Sidnei Furtado interrompeu a partida e cruzou os braços em “X”, acionando o protocolo antirracista. O jogo ficou parado por 15 minutos, mas não houve expulsão imediata. Miguelito foi substituído no intervalo.
Prisão em Flagrante e Repercussão Legal
- A Polícia Civil prendeu Miguelito com base na Lei 7.716/1989 (crimes de preconceito racial), que prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão.
- O delegado Gabriel Munhoz afirmou que os depoimentos foram suficientes para caracterizar o crime, mesmo sem registro claro nas câmeras de transmissão.
- A defesa do Operário-PR solicitou imagens adicionais para fortalecer as provas.
Reações e Próximos Passos
- América-MG emitiu nota afirmando que “repudia qualquer ato discriminatório” e que aguarda apuração completa.
- A CBF deve abrir processo disciplinar, e Miguelito pode ser punido com suspensão longa pelo STJD.
- O caso reacende o debate sobre a efetividade do protocolo antirracista: por que o jogador não foi expulso na hora?