HomeBuzzBH10 coisas que são proibidas em Belo Horizonte e você provavelmente não...

10 coisas que são proibidas em Belo Horizonte e você provavelmente não sabe

Publicado em

Belo Horizonte é famosa por sua cultura acolhedora, pela boemia descentralizada e pela ocupação vibrante de suas ruas e praças. No entanto, a convivência harmoniosa em uma metrópole de mais de 2,3 milhões de habitantes exige regras estritas de ordenamento urbano. A maior parte dessas normas está consolidada no Código de Posturas do Município e em legislações ambientais e sanitárias complementares.

O problema é que muitas dessas leis acabam caindo no desconhecimento popular. Atos que parecem inofensivos ou costumes herdados de décadas passadas são, na verdade, infrações passíveis de multas pesadas pela fiscalização da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Para evitar surpresas e entender a lógica por trás do ordenamento da capital, detalhamos 10 práticas proibidas na cidade que muita gente ainda desconhece.

- Publicidade -

Saúde Pública e Meio Ambiente

1. Alimentar pombos em praças públicas Jogar migalhas de pão ou pipoca para os pombos na Praça da Liberdade ou na Praça da Estação é uma cena clássica, mas proibida. A restrição possui um forte embasamento sanitário: a superpopulação dessas aves urbanas favorece a transmissão de zoonoses graves, como a criptococose e a histoplasmose. Além disso, a acidez das fezes dos pombos causa danos irreversíveis ao patrimônio histórico e arquitetônico da capital.

2. Lavar calçadas e carros com água tratada da mangueira Especialmente após as severas crises hídricas que atingiram Minas Gerais na última década, o desperdício de água tratada tornou-se alvo de fiscalização rigorosa. O uso de mangueiras para varrer folhas ou lavar o passeio é proibido. A PBH e a Copasa recomendam o reuso de água da máquina de lavar ou o uso da vassoura a seco. O flagrante de desperdício pode gerar notificação e, em caso de reincidência, multa na conta de água.

3. Plantar árvores inadequadas no passeio (como o Ficus) A capital que ostenta o título de “Cidade Jardim” possui um Plano Diretor de Arborização Urbana. O cidadão não pode simplesmente comprar uma muda e plantar na calçada de casa. Espécies com raízes agressivas, como o Ficus (muito popular nos anos 80 e 90), destroem o calçamento, arrebentam tubulações da Copasa e interferem na fiação elétrica subterrânea. O plantio requer autorização e escolha de espécies adequadas ao espaço.

- Publicidade -

Convivência e Ordenamento Urbano

4. Distribuir panfletos no Hipercentro e na Savassi A entrega de publicidade impressa (panfletagem) nas ruas é severamente restrita em BH, sendo totalmente proibida em áreas de grande fluxo, como dentro da Avenida do Contorno, na Savassi e no entorno da Lagoa da Pampulha. A medida combate a poluição visual e o acúmulo de lixo que entope as bocas de lobo (bueiros) durante o período chuvoso, agravando as enchentes na cidade.

5. Mesas e cadeiras na calçada sem licença prévia Sendo a “Capital Nacional dos Botecos”, a vontade de colocar mesas ao ar livre é natural. Porém, a prática exige licenciamento. O Código de Posturas determina que o estabelecimento deve preservar uma faixa livre e contínua e sem obstáculos para a passagem de pedestres, garantindo a acessibilidade para cadeirantes e pessoas com deficiência visual. O descumprimento gera apreensão do mobiliário.

6. Abandonar veículos (carcaças) em vias públicas Deixar aquele carro antigo estragado e estacionado na mesma vaga da rua por meses a fio é infração. A PBH considera como “veículo abandonado” aquele que está em visível estado de má conservação (pneus murchos, vidros quebrados, acúmulo de sujeira) e estacionado no mesmo local por mais de cinco dias. Além de atrapalhar a mobilidade, esses veículos tornam-se focos do mosquito da dengue e abrigos para vetores de doenças.

- Publicidade -

Segurança e Ordem Pública

7. Comercializar e usar linha chilena e cerol Embora soltar papagaio (pipa) seja uma tradição forte nas periferias de BH, o uso de cerol (mistura de cola e vidro) e da linha chilena (feita com quartzo e óxido de alumínio) é crime estadual e municipal. A proibição é uma questão de segurança pública, visando frear os acidentes graves e frequentemente fatais envolvendo motociclistas e ciclistas nas vias de trânsito rápido da capital, como o Anel Rodoviário e a Via Expressa.

8. Passear com cães de grande porte sem focinheira Caminhar com animais de estimação na orla da Pampulha ou nos parques municipais exige responsabilidade. Raças classificadas como de grande porte ou com histórico de agressividade (como Pitbull, Rottweiler e Doberman) são obrigadas por lei a usar focinheira, enforcador e guia curta ao circularem em vias públicas. A regra visa proteger crianças e outros animais de ataques repentinos.

9. Venda de bebidas alcoólicas em postos de gasolina de madrugada Para combater a violência no trânsito e o consumo abusivo, leis municipais proíbem o consumo de bebidas alcoólicas nas dependências dos postos de combustíveis. Além disso, a venda de álcool nas lojas de conveniência possui restrições severas de horário na madrugada em diversas regiões da cidade, medida que tenta desmobilizar aglomerações e eventos clandestinos (“rolezinhos”) em locais de risco de incêndio.

10. Obras e reformas fora do horário permitido A famosa “Lei do Silêncio” em BH é rigorosa quanto às atividades de construção civil. Salvo autorizações especiais para obras públicas emergenciais, reformas em áreas residenciais possuem horário cravado para começar e terminar (geralmente das 8h às 18h em dias úteis). O barulho de marretas e serras fora desse escopo, ou aos domingos e feriados, gera denúncias imediatas via telefone 156 e aplicação de multas ao proprietário do imóvel e ao engenheiro responsável.

- Publicidade -
Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.