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BH prepara novo inventário para cuidar das mais de 500 mil árvores da cidade

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A Prefeitura de Belo Horizonte está preparando a contratação de um novo inventário e de um sistema integrado para aprimorar a gestão da arborização da capital. A proposta busca organizar informações que ajudam a planejar o cuidado com as árvores, acompanhar intervenções e orientar a manutenção desse patrimônio ambiental.

As iniciativas foram apresentadas pela representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Joseane Toledo Lopes, durante audiência pública na Câmara Municipal nesta segunda-feira, 19 de outubro. Os projetos ainda estão em elaboração e não tiveram datas de implantação informadas, enquanto as vistorias continuam sendo realizadas, com prioridade para situações de risco.

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Segundo a página oficial do Inventário das Árvores da PBH , a capital tem mais de 500 mil árvores em logradouros públicos. Reunir informações atualizadas sobre esse conjunto permite apoiar decisões de manejo e acompanhar as necessidades da arborização nos diferentes bairros.

Sistema integrado pode melhorar o acompanhamento das árvores

A Secretaria de Meio Ambiente informou que está elaborando um termo de referência para contratar o novo levantamento e a ferramenta de gestão. Uma das necessidades identificadas é integrar plataformas que atualmente funcionam separadamente.

O Sistema Territorial Multifinalitário, o SisCTM, mantém uma aplicação específica para o cadastro de árvores, mas não está integrado ao BH Digital, utilizado para solicitações de serviços. A conexão entre essas informações poderia facilitar o acompanhamento dos pedidos dos moradores e sua relação com os registros técnicos de cada exemplar.

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Para a população, o potencial dessa mudança está em dar mais continuidade ao histórico de atendimento. Uma base integrada pode ajudar as equipes a consultar avaliações anteriores, identificar intervenções já realizadas e organizar novas ações, desde que os dados sejam mantidos atualizados.

Vistorias seguem com prioridade para situações de risco

Durante a audiência, Joseane afirmou que “o serviço de identificar possíveis pontos de risco é constante”. Segundo ela, os técnicos avaliam árvores a partir de solicitações de poda ou supressão e também podem identificar necessidades de manejo em exemplares próximos ao endereço atendido.

A representante da Secretaria explicou que a condição de uma árvore pode mudar ao longo do tempo, exigindo novas avaliações mesmo quando já existe um laudo. Com o início do período chuvoso e uma equipe reduzida, a administração informou ter concentrado os profissionais disponíveis nas situações consideradas mais urgentes.

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Os moradores também participam desse acompanhamento ao registrar demandas nos canais de atendimento da Prefeitura de BH. O pedido permite comunicar a localização e as características da situação para análise das equipes responsáveis.

Prefeitura prepara contratação de novos técnicos

A recomposição da equipe é outra frente apresentada pela Secretaria. Um edital está sendo preparado para contratar profissionais após o encerramento dos contratos de técnicos que participavam do cadastramento.

Joseane reconheceu que, recentemente, a atualização do cadastro “não tem sido nem rotineiro”, relacionando a situação ao fim desses vínculos. Ela não informou uma data exata para a publicação do edital e esclareceu que os futuros contratados também deverão desempenhar outras funções.

A contratação poderá contribuir para retomar a regularidade dos registros, mas esse resultado dependerá da disponibilidade e da organização do trabalho das equipes. Na audiência, a Prefeitura informou que o cadastramento não está atualmente entre as prioridades dos profissionais direcionados às situações de risco imediato.

Novo levantamento busca ampliar a base existente

O inventário original teve origem em um convênio firmado em 2009 entre a PBH e a Cemig, com execução pela Universidade Federal de Lavras. A coleta de dados ocorreu entre 2012 e 2016, e os registros básicos foram transferidos para o SisCTM, da Prodabel, em 2020.

Conforme os números apresentados na audiência, o levantamento alcançou 127 dos 493 bairros, correspondentes a 32,8% da área territorial de Belo Horizonte. Os dados estão defasados, e a atualização deverá enfrentar tanto a necessidade de ampliar a cobertura quanto a de revisar informações já existentes.

O debate também reuniu relatos de moradores e movimentos ambientais sobre demora no atendimento e pedidos por uma atuação mais preventiva. A Secretaria reconheceu limitações de pessoal e recursos, incluindo períodos em que determinadas regionais ficam sem contratos ativos para executar poda e supressão.

Planejamento precisa virar rotina de cuidado

As medidas em preparação combinam três necessidades: reforçar a equipe, atualizar o inventário e integrar os sistemas de informação. Até a audiência de 19 de outubro, não havia prazo público definido para a contratação dos técnicos, a conclusão do levantamento ou a entrada em funcionamento da nova plataforma.

O avanço dessas etapas poderá dar mais suporte à conservação da arborização e ao planejamento das intervenções nos bairros. Para que a melhoria chegue ao cotidiano dos moradores, será necessário combinar a nova base de dados com atualização contínua, avaliações técnicas e capacidade de executar os serviços indicados.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.