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Passeio de barco na Pampulha volta maior e agora tem ingresso a R$ 12 para moradores de BH

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A Lagoa da Pampulha voltou a receber passeios turísticos de barco no último sábado (10), mas quem pretende conhecer a atração encontrará algumas diferenças em relação à experiência oferecida no início do ano. O Capivarã agora tem capacidade para 71 passageiros, realiza quatro saídas diárias nos dias de funcionamento e passa a cobrar ingressos, com tarifa especial de R$ 12 para moradores de Belo Horizonte.

A retomada representa a consolidação de um projeto iniciado em dezembro de 2025, quando a Prefeitura de Belo Horizonte começou a testar a navegação turística como uma nova forma de explorar o patrimônio arquitetônico e paisagístico da Pampulha.

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Com uma embarcação maior e uma programação regular, o serviço deixa a fase experimental para se tornar uma opção estruturada de lazer para moradores e visitantes.

Quanto custa passear de barco na Pampulha?

O ingresso inteiro custa R$ 20. Moradores de Belo Horizonte pagam R$ 12, desde que apresentem comprovante de residência no município. A meia-entrada tem valor de R$ 10 e contempla públicos definidos pela Prefeitura.

Crianças e jovens de 13 a 20 anos, pessoas com 60 anos ou mais e estudantes entre 21 e 59 anos estão entre os beneficiários da meia-entrada, mediante documentação comprobatória.

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Já a gratuidade é oferecida a crianças de até 12 anos e pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), observadas as condições de acesso.

A programação gratuita realizada entre 10 e 12 de outubro fez parte das comemorações de retomada do serviço. Para as próximas viagens, passam a valer as tarifas regulares e os benefícios previstos.

Quais são os dias e horários do Capivarã?

Os passeios abertos ao público acontecem às sextas-feiras, sábados e domingos, com quatro saídas por dia: 10h30, 13h30, 15h30 e 17h30. Cada atividade tem duração aproximada de uma hora.

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A última saída foi planejada para permitir que o público acompanhe o fim da tarde na Lagoa da Pampulha, quando a paisagem ganha uma iluminação diferente e o conjunto arquitetônico se transforma em cenário para o pôr do sol.

A orientação é chegar com pelo menos 30 minutos de antecedência. Em caso de condições meteorológicas desfavoráveis, as viagens poderão ser canceladas e remarcadas, conforme a disponibilidade.

Às quintas-feiras, a operação será destinada a públicos atendidos por instituições públicas de ensino, saúde e assistência social, seguindo as condições de participação divulgadas pela Prefeitura.

Onde comprar os ingressos?

Os ingressos poderão ser adquiridos por meio do Portal Belo Horizonte e da plataforma Sympla, com possibilidade de reserva de datas até seis meses antes do passeio.

Também haverá atendimento presencial no Centro de Atendimento ao Turista Veveco, na Avenida Otacílio Negrão de Lima, 855, que funciona como ponto de embarque. A compra presencial para o mesmo dia dependerá da disponibilidade de lugares.

As orientações oficiais da Prefeitura de Belo Horizonte incluem ainda um canal para agendamento de grupos e programações especiais.

O que mudou desde a fase experimental?

A principal mudança está na capacidade de atendimento. A embarcação utilizada nesta nova etapa comporta 71 passageiros, enquanto a primeira fase operava com um número bem menor de vagas.

Segundo a Prefeitura, a fase experimental realizou 311 viagens e transportou 7.415 pessoas. A avaliação média de satisfação chegou a 9,9 em uma escala de zero a dez, indicador que ajudou a justificar a continuidade do serviço.

O Moon BH já havia mostrado o interesse dos moradores e turistas pela navegação nos primeiros meses de operação. Agora, a iniciativa tenta transformar essa procura em um atrativo permanente.

A cobrança de ingressos também representa uma mudança importante em relação ao modelo gratuito adotado inicialmente.

Uma nova maneira de conhecer a Pampulha

Lagoa da pampulha
Lagoa da Pampulha – Banco de imagens

O passeio permite observar a paisagem da lagoa e os monumentos do Conjunto Moderno da Pampulha de uma perspectiva diferente daquela encontrada nas calçadas e nos mirantes da orla.

Reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, o conjunto reúne obras que ajudaram a consolidar a identidade arquitetônica de Belo Horizonte.

A experiência de navegação pode ser combinada com visitas a outros pontos turísticos da região, ampliando as possibilidades de lazer para quem já mora na capital e para quem chega à cidade pela primeira vez.

Mais do que uma atração isolada, o Capivarã passa a integrar a tentativa de fortalecer a Pampulha como um destino turístico que oferece diferentes formas de conhecer seu patrimônio.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.