Caiu como uma bomba a declaração do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, PSD, de que a prefeitura não iria patrocinar o Carnaval da capital em 2022, mas já há um bom tempo que a gestão municipal não investe na folia.

Com o crescimento da festa, que pode atrair até 5 milhões de foliões no ano que vem, grandes marcas se interessaram em patrocinar a festa.

Skol Cachu

O Carnaval de 2020 foi patrocinado pelo iFood, iti (do Itaú) e a maior parte pela Skol, que bancou o evento pelo sétimo ano consecutivo.

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A Ambev, dona da marca, está presente em todas as grandes capitais durante o Carnaval. Para São Paulo, em 2022, anunciou uma quantia de R$ 23 milhões.

Iniciativa privada banca a maior festa de Belo Horizonte

É com o dinheiro privado que a cidade banca banheiros públicos, os palcos, shows, os blocos de Carnaval, segurança, limpeza, logística e etc, mas todo o setor sai ganhando.

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Do vendedor ambulante, que têm acesso a cerveja mais barata via Ambev, ao setor hoteleiro, super afetado na pandemia, ao gastronômico, todo mundo sai ganhando com a folia.

Com público esperado em mais de 5 milhões para 2022, é muita gente para se hospedar, comer, beber e curtir a cidade. Até moradores saem lucrando quando alugam apartamentos ou quartos via Airbnb.

Elogios do próprio prefeito ao Carnaval

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No primeiro grande Carnaval de BH, em 2017, Kalil aproveitou para fazer o balanço da festa: “Nós transformamos uma cidade deserta em Carnavais anteriores em uma cidade que deve ter trazido ao comércio R$ 1 bilhão”.

Sem apoio, porém, a cidade corre o risco de ver seus foliões irem para outras capitais que já confirmaram a folia. Cada turista que deixa de vir, também vai gastar seu dinheiro em outra cidade.

Entretanto, se a cidade não se organizar para captar patrocínios, a festa deve acontecer, mesmo que em menor proporção. Aí sim, o custo ficará para a cidade.

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