A disputa pelas duas vagas de Minas Gerais no Senado ficou mais apertada entre abril e julho. Marília Campos manteve praticamente o mesmo percentual, enquanto Aécio Neves registrou o maior crescimento entre os candidatos presentes nas duas rodadas da pesquisa Genial/Quaest.
No primeiro cenário estimulado divulgado nesta terça-feira (28), Marília aparece com 18% e Aécio tem 16%. Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de três pontos percentuais.
Em abril, a ex-prefeita de Contagem liderava com 19%, oito pontos à frente do deputado federal, que aparecia com 11%. A distância entre os dois caiu agora para apenas dois pontos.
O movimento não significa necessariamente que Aécio tenha retirado votos diretamente de Marília. As pesquisas ouviram grupos diferentes de eleitores e a lista apresentada em julho recebeu três novos nomes. Ainda assim, a comparação mostra que o tucano foi quem mais avançou numericamente no período.
Veja a comparação entre abril e julho
A tabela considera o primeiro cenário estimulado de cada pesquisa:
| Nome testado | Abril | Julho | Variação |
|---|---|---|---|
| Marília Campos | 19% | 18% | -1 ponto |
| Aécio Neves | 11% | 16% | +5 pontos |
| Carlos Viana | 10% | 11% | +1 ponto |
| Marcelo Aro | 9% | 10% | +1 ponto |
| Domingos Sávio | 8% | 9% | +1 ponto |
| Áurea Carolina | 6% | 3% | -3 pontos |
| Vanessa Portugal | 3% | 0% | -3 pontos |
| Jarbas Soares | 1% | 1% | estável |
| Eros Biondini | não testado | 8% | — |
| Euclydes Pettersen | não testado | 1% | — |
| Maria Lúcia Cardoso | não testada | 1% | — |
| Indecisos | 13% | 10% | -3 pontos |
| Branco, nulo ou não votaria | 20% | 12% | -8 pontos |
Na rodada de julho, a Quaest entrevistou presencialmente 1.482 eleitores entre 22 e 26 de julho. A pesquisa foi registrada sob o protocolo MG-03490/2026. O levantamento de abril ouviu o mesmo número de pessoas, também entre os dias 22 e 26, e foi registrado como MG-08646/2026. Ambos possuem margem de erro de três pontos e nível de confiança de 95%.
Aécio tem o maior crescimento da rodada

Aécio passou de 11% para 16%, alta de cinco pontos percentuais. Foi uma variação superior à margem de erro considerada individualmente, embora a comparação entre levantamentos distintos não permita tratar o avanço como transferência comprovada de votos.
Com o resultado, o deputado deixou o grupo que disputava a segunda cadeira e alcançou a faixa de liderança. Além do empate técnico com Marília, Aécio também aparece tecnicamente empatado com Carlos Viana, que tem 11%, e Marcelo Aro, com 10%.
Isso ocorre porque a margem de erro deve ser aplicada ao resultado de cada candidato. Aécio pode variar entre 13% e 19%, Carlos entre 8% e 14%, e Aro entre 7% e 13%. Os intervalos se encontram. Marília, por sua vez, oscilou apenas um ponto para baixo, de 19% para 18%. O resultado indica estabilidade da candidata do PT, mas sua vantagem deixou de ser isolada.
Segunda vaga ainda não está definida
Embora Aécio apareça numericamente em segundo, a pesquisa não permite afirmar que ele esteja consolidado em uma das duas vagas. Carlos Viana subiu de 10% para 11%; Marcelo Aro passou de 9% para 10%; e Domingos Sávio avançou de 8% para 9%. Todas essas oscilações estão dentro da margem de erro.
Na prática, há um grupo competitivo imediatamente abaixo de Marília e Aécio. Uma mudança nas alianças, nas dobradinhas para o Senado ou no apoio dos candidatos à Presidência e ao governo pode reorganizar essa faixa.
Domingos já foi oficializado pelo PL e deverá explorar o apoio do campo bolsonarista. Carlos Viana buscará a reeleição. Aro ainda depende da composição partidária da direita, enquanto Aécio tenta transformar seu alto nível de conhecimento em intenção de voto.


