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Minas 2026 no modo “neblina”: ninguém está 100% confirmado ao governo

Minas Gerais chegou a fevereiro de 2026 num ponto raro: há muitos nomes na mesa e pouca coisa carimbada em pedra. Isso não é só “falta de anúncio” — é consequência direta de movimentos partidários nacionais que estão reorganizando palanques, federações e até comandos estaduais. E quando Brasília mexe, Minas sente primeiro, porque é o estado onde alianças costumam precisar de “engenharia de precisão” para funcionar.

O efeito prático dessa volatilidade é simples: ninguém pode ser tratado como candidato 100% confirmado ao governo — com uma exceção relativa: Mateus Simões é, hoje, o mais adiantado/organizado e o mais “institucionalmente viável” entre os nomes em circulação, mesmo sem o pacote de apoios fechado.

1) O gatilho da incerteza: União Brasil em rearranjo — e o “pêndulo Pacheco” puxando o comando do partido

A disputa mineira dependia, em grande parte, de uma conta: a federação União Brasil–PP estar alinhada ao projeto do governo estadual e, portanto, girar junto com a pré-candidatura de Simões. Só que essa engrenagem ganhou ruído com a mudança no comando do União em Minas articulada por aliados de Rodrigo Pacheco — movimento lido como etapa para a possível filiação do senador ao partido, sem que ele tenha definido se será candidato ao governo.

2) O ruído nacional do PP: quando Ciro Nogueira flerta com Lula, o palanque mineiro perde previsibilidade

Você citou a aproximação de Ciro Nogueira (PP) com Lula como parte do “cenário indefinido”. Aqui vale precisão: há reportagens relatando conversa/encontro e uma tentativa de reaproximação, mas o tema virou disputa de versão — com negativas públicas e textos contestando a narrativa.

3) Por que, nesse caos, Mateus Simões parece “o mais confirmado”

Foto: CMBH

Simões é o mais confirmado por três razões objetivas:

  1. Ele já está no lugar institucional da sucessão (vice-governador) e vem se comportando como pré-candidato, rodando entregas e discurso de continuidade.
  2. Ele já fez o movimento estrutural mais importante: a filiação ao PSD foi desenhada exatamente para viabilizar a disputa com musculatura partidária e coalizão.
  3. Os concorrentes diretos seguem no “talvez”, e isso, em política, é metade da derrota.

O paradoxo é que ser o mais confirmado não significa estar mais confortável. Significa estar mais exposto: todo rearranjo partidário (União/PP, PL, Republicanos) vira teste de força em cima dele, porque ele é o nome que já está no campo.

The Politica
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