Minas Gerais vive uma fase de maturidade política rara no Brasil: o eleitor passou a levar o cargo de vice a sério. A história recente ensinou uma lição dura, porém clara: aqui, vice governa.
A sucessão em cadeia — de Itamar Franco a Antonio Anastasia, de Alexandre Kalil a Fuad Noman, e a recente ascensão de Álvaro Damião na capital — prova que o “número 2” não é apenas um detalhe na urna. É o seguro de vida do Estado.
É nesse contexto de pragmatismo que o nome de Fernanda Pereira Altoé ganha relevância nos bastidores de 2026. Não como peça de marketing eleitoral, mas como um ativo institucional capaz de gerir a máquina pública.
O “Tripé Mineiro” para um Vice
Se há um estado que pune chapas montadas no improviso, é Minas. Para funcionar no Palácio da Liberdade, um vice precisa preencher três requisitos básicos, e Fernanda Altoé se encaixa neles com naturalidade:
- Capacidade Técnica Real: Saber como a máquina funciona por dentro.
- Perfil Institucional: Não criar crises desnecessárias.
- Baixo Risco de Ruptura: Lealdade ao projeto, sem “conspiração”.
Técnica sem Soberba
Diferentemente de políticos que tentam competir com o titular por holofotes, Fernanda construiu sua trajetória com discrição e entrega. Ela não é uma figura performática de redes sociais, mas também não é invisível nos bastidores da gestão.
Esse equilíbrio é ouro em Minas. O eleitorado local costuma rejeitar vices barulhentos ou ideológicos demais. O estado prefere a previsibilidade. Fernanda oferece exatamente isso: a segurança de que, se precisar assumir a caneta, saberá o que fazer no dia seguinte, sem transformar o governo em um laboratório de aventuras.
Representatividade com Competência
Há um fator político inegável: a presença feminina em cargos executivos de alto nível ainda é limitada em Minas. No entanto, o nome de Fernanda Altoé foge da armadilha da “cota”.
Sua eventual escolha não seria um gesto vazio de representatividade, mas o reconhecimento de uma carreira técnica. Minas tende a rejeitar discursos identitários quando desacompanhados de currículo. No caso de Altoé, a competência chega antes do gênero — e é isso que fortalece seu nome.
Conclusão: O Fiador da Estabilidade
Em um cenário de 2026 que promete ser aberto e instável, com governadores cogitados para voos nacionais, o vice volta a ser o fiador da estabilidade.