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Globo testa Maurício Paulucci na Copa do Mundo para voos maiores no canal

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A Copa do Mundo virou uma vitrine nacional para Maurício Paulucci, apresentador do Globo Esporte Minas. O jornalista mineiro foi escalado para o Partiu Copa, programa do sportv criado para acompanhar bastidores, notícias e o clima do Mundial, e passou a ser observado como nome para ampliar presença em programas esportivos nacionais da Globo.

A emissora usa a cobertura da Copa também como período de teste para apresentadores. Além de medir ritmo ao vivo, improviso, domínio de informação e entrosamento com comentaristas, a Globo avalia quem pode ser aproveitado em folgas, férias e plantões dos titulares da área esportiva.

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No caso de Paulucci, o movimento não significa, por enquanto, uma saída definitiva de Minas nem a entrega imediata de um programa fixo nacional. O caminho mais provável é a integração gradual ao rodízio de apresentadores que cobrem ausências nos programas esportivos da TV aberta e dos canais do grupo.

A escalação, porém, já representa mudança de patamar. Paulucci deixou de ser apenas o rosto do Globo Esporte MG para aparecer em uma atração nacional durante o maior evento esportivo do planeta. Em televisão, esse tipo de exposição costuma pesar. A Copa concentra audiência, pressão editorial, convidados, mudanças de agenda e uma quantidade muito maior de entradas ao vivo do que a rotina comum.

Maurício Paulucci ganha vitrine nacional na Copa

Maurício Paulucci construiu a carreira dentro da Globo Minas. Antes de assumir a apresentação do Globo Esporte local, passou por funções de produção, reportagem e conteúdo digital. Também já havia participado de coberturas esportivas relevantes, incluindo a Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, quando produziu materiais para programas locais e nacionais.

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No comando do Globo Esporte MG, consolidou um estilo mais leve e próximo do público, com linguagem de internet, brincadeiras, interação com torcedores e cobertura diária de Atlético, Cruzeiro, América e futebol mineiro. Essa familiaridade com o público local ajudou a criar identidade própria dentro da emissora.

Agora, no sportv, o desafio é diferente. A audiência deixa de ser majoritariamente mineira e passa a ser nacional. O apresentador precisa falar com torcedores de diferentes estados, lidar com seleções, personagens internacionais e uma cobertura mais ampla, sem perder naturalidade.

Maurício Paulucci na Globo
Foto: Divulgação – Globo

O Partiu Copa funciona bem como laboratório porque mistura informação, bastidores e conversa de estúdio. Não é apenas um telejornal duro, nem um programa totalmente opinativo. Exige ritmo, reação rápida, domínio do noticiário e capacidade de dividir espaço com outros apresentadores.

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A presença de Paulucci ao lado de nomes como Joanna de Assis, Kelly Costa e Lucas Gutierrez mostra que a Globo está testando uma geração de comunicadores com perfis diferentes dos apresentadores esportivos mais tradicionais. A emissora busca nomes que consigam transitar entre TV, streaming, redes sociais e cortes digitais.

Globo pode ampliar espaço de apresentadores regionais

O caso também importa para Minas. A Globo Minas historicamente formou profissionais que ganharam espaço nacional, mas a área esportiva costuma ser mais concentrada no eixo Rio-São Paulo. Quando um apresentador local entra em uma vitrine como a Copa, ele abre uma porta não apenas individual, mas também simbólica para a produção regional.

A televisão mudou. Hoje, um apresentador não precisa necessariamente deixar sua praça de origem para ganhar circulação nacional. Pode aparecer em programas de rede, cobrir plantões, participar de atrações em canais pagos, fazer entradas por vídeo e manter presença digital vinculada ao esporte local.

Esse modelo interessa à Globo porque reduz dependência de poucos nomes e cria um banco mais amplo de apresentadores prontos para diferentes formatos. Em períodos de férias, folgas, viagens e grandes eventos, a emissora precisa de profissionais capazes de assumir bancada sem estranhamento para o público.

Paulucci se encaixa nesse movimento por já ter experiência diária no ar e por lidar com uma praça esportiva intensa. Minas tem dois clubes de massa nacional, Atlético e Cruzeiro, além de uma audiência exigente e altamente mobilizada. Apresentar esporte em Belo Horizonte exige jogo de cintura, especialmente em semanas de clássico, crise, título, eliminação ou polêmica.

A Copa pode funcionar como prova de estúdio nacional. Se o desempenho for bem avaliado, o apresentador mineiro tende a aparecer mais vezes em coberturas de plantão, substituições e atrações do grupo. Esse tipo de trajetória costuma ser gradual, com entradas pontuais antes de qualquer mudança maior.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

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