Se você achava o jornalismo local da Globo “morno” ou muito protocolar, prepare-se: a chapa vai esquentar na Av. Américo Vespúcio. A Globo Minas inicia 2026 sob nova direção de jornalismo. Ana Raquel Copetti assume o comando com uma missão clara dada pela cúpula do Rio de Janeiro: blindar a liderança de audiência e afastar qualquer ameaça de crescimento da concorrência (leia-se Record e Itatiaia).
Copetti não aterrissa em Belo Horizonte a passeio. Ela traz na bagagem a fama de “Linha Dura” e um case de sucesso que impressionou a direção da emissora.
O “Milagre” da Bahia agora na Globo Minas
O apelido de “Dama de Ferro” não é à toa. Antes de vir para Minas, Ana Raquel operou uma verdadeira revolução na TV Bahia (afiliada da Globo em Salvador).
Lá, a situação era crítica: a Globo sofria derrotas históricas para a Record (especialmente no horário do almoço, com o Balanço Geral). Com uma gestão firme, exigente e focada em resultados, Copetti reorganizou a casa. Ela cobrou mais “sangue nos olhos” da equipe, aproximou a linguagem do povo e devolveu a liderança absoluta para a Vênus Platinada.
O Que Muda no MG1 e MG2?
A expectativa nos bastidores é que a “fórmula Bahia” seja adaptada para BH. O telespectador pode esperar:
- Jornalismo mais Comunitário: Menos estúdio gelado e mais repórter no meio do povo.
- Agilidade: Cobrança por furos e entradas ao vivo mais dinâmicas.
- Combate Direto: Uma postura menos passiva em relação aos temas policiais e de prestação de serviço, terrenos onde a Record costuma navegar bem.
Recado para a Concorrência
A chegada de Ana Raquel é um sinal de alerta para o mercado mineiro. Com a Record Minas consolidada na vice-liderança e a Itatiaia investindo pesado no digital, a Globo decidiu que não pode se dar ao luxo de acomodar.
O gigante acordou, trocou o técnico e contratou uma especialista em vencer disputas acirradas. O MG1 e o MG2 prometem ganhar nova vida — e nova tensão — em 2026.