Neste domingo (15) os brasileiros irão às urnas para escolher prefeitos e vereadores. As pesquisas apontam que nas principais capitais do Brasil, a disputa para chefe do executivo estão acirradas. No entanto, em Belo Horizonte o cenário indica uma vitória folgada de Alexandre Kalil (PSD).

Pesquisas divulgadas no último sábado (14), indicam que Kalil deve conquistar novo mandato com mais de 60% da preferência total. O segundo colocado, João Vitor Xavier (Cidadania), está na casa dos 10%, tecnicamente empatado com Áurea Carolina (Psol) e Bruno Engler (PRTB). Considerando os votos válidos projetados pelas pesquisas, a vantagem é ainda maior.

A diferença entre o primeiro e o segundo colocado, se confirmado o que foi previsto nas pesquisas, será a maior já vista na capital mineira desde a redemocratização do Brasil, em 1985.

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“Está claro nas pesquisas. Kalil conseguiu aumentar a intenção de voto ao longo da eleição. É uma combinação entre atributos pessoais, que é o que sempre deu a ele vantagem, e a capacidade de a campanha mostrar realizações”, analisou o professor de ciência política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Felipe Nunes.

Para o professor, a comunicação da campanha de Kalil foi assertiva, principalmente na internet, pois em tempos de pandemia, o ambiente virtual ganhou mais relevância. “A comunicação ganhou mais importância, não é à toa que Kalil leva vantagem nisso, porque na televisão é o candidato com mais disposição, na internet é também o candidato com maior índice de popularidade digital, ou seja, ele tem boas ferramentas e bons instrumentos para contrabalançar essa ausência de debate, entrevistas e rua”, afirma Felipe.

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De acordo com o professor titular do Departamento de Ciência Política da UFMG, Carlos Ranulfo, outro fator contribuiu para a grande vantagem de Kalil. “Os partidos que sempre foram importantes para a cidade ficaram fora da disputa. Lançaram candidatos pouco competitivos. Uma dispersão enorme de candidatos, com os principais partidos recuando ou não querendo lançar candidatos competitivos, deus a Kalil essa dianteira que nunca vimos. Isso não é usual em Belo Horizonte. Essa combinação de fatores é muito conjuntural”, afirma Ranulfo.